Estudo do PNUD aponta conexões como estratégia para fortalecer o empreendedorismo feminino; regional reúne 64 empresárias e promove encontro no dia 17 de agosto
Empreender ainda exige das mulheres conciliar desafios que vão muito além da gestão de uma empresa. Nesse cenário, construir redes capazes de ampliar o acesso a oportunidades, conhecimento e novos mercados pode fazer diferença no desenvolvimento dos negócios liderados por elas.
É o que aponta o estudo Panorama do Empreendedorismo Feminino no Brasil, publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O levantamento mapeou 81 organizações e 183 iniciativas de apoio ao empreendedorismo feminino no país e identifica as redes de apoio e de negócios entre as estratégias relevantes para fortalecer essas empresas.
Às vésperas do Dia Nacional da Mulher Empresária, celebrado em 17 de agosto, essa realidade ganha contornos práticos no Triângulo Mineiro. No BNI Triângulo Norte, 64 mulheres participam atualmente de uma rede de empresários baseada na construção de relacionamentos de confiança e na geração de referências de negócios.
Para Priscila Bezerra, diretora executiva do BNI Triângulo Norte, uma das forças desse modelo é permitir que a empresária seja reconhecida pela competência e pela especialidade que representa. “A rede de conexões é fortalecida pela especialidade e não pelo gênero. Assim, a empresária consegue se posicionar estrategicamente e buscar seus resultados”, afirma.
Priscila observa que as mulheres ainda enfrentam particularidades em suas trajetórias profissionais, especialmente pela necessidade de conciliar os negócios com diferentes responsabilidades familiares. Em 2023, a regional criou seu primeiro grupo com reuniões à tarde, às 13h30, horário pensado também para favorecer a participação de empresárias.
Quando a conexão vira negócio
Para a advogada trabalhista empresarial Camila Tirso, o networking teve papel importante em sua transição de carreira e na consolidação de seu posicionamento profissional. “Abriu muitas portas e oportunidades que sozinha eu não conseguiria. Hoje tenho parceiros que complementam o meu trabalho e cerca de 70% dos meus clientes e negócios vieram do BNI, direta ou indiretamente”, conta.
Camila também alcançou o reconhecimento Gold Member ao apadrinhar seis empresários que se tornaram membros da organização. Para ela, a confiança é determinante nesse processo. “No BNI, construímos laços de amizade e parceria. É estar na vida das pessoas e ser lembrada quando surge uma oportunidade.”
A empresária Cíntia Costa, presidente do Grupo BNI Exato e à frente da MOARA, empresa especializada em BPO Financeiro para pequenas e médias empresas, também viu as conexões se transformarem em clientes e parcerias estratégicas. “O BNI foi um grande impulsionador do crescimento da MOARA. Passei a conhecer empresários de diferentes segmentos, construir conexões genuínas e desenvolver uma rede de confiança que gera oportunidades reais de negócios”, afirma.
A própria trajetória de Priscila acompanha esse movimento. Membro do BNI desde 2021, ela foi a primeira mulher a presidir sua equipe, depois a primeira embaixadora mulher da equipe de Araguari e, desde 2024, é a primeira diretora executiva da regional. “Quando conseguimos fortalecer resultados juntas, também inspiramos outras empresárias a ocuparem esses espaços.”
Encontro reúne empresárias no dia 17
A força dessas conexões também será tema de um encontro promovido pelo BNI Triângulo Norte no dia 17 de agosto, em alusão ao Dia Nacional da Mulher Empresária. A iniciativa reunirá empresárias da regional para um momento de troca de experiências, relacionamento e fortalecimento profissional.
O encontro também representa uma oportunidade para a imprensa conhecer de perto histórias de mulheres à frente de negócios de diferentes segmentos e acompanhar, na prática, como essas redes de relacionamento são construídas.
Serviço – Encontro de Mulheres Empresárias BNI
Data: 17 de agosto
Horário: 16h às 18h
Local: Bioma Evidence
Realização: BNI Triângulo Norte
Michele Borges
