Quase 160 locais em Uberlândia são considerados pontos críticos; Equipes da prefeitura executam a limpeza periódica das áreas
Uberlândia possui, atualmente, 159 pontos críticos. Locais que estão em uma lista de reincidência e voltam constantemente a ser alvo de pessoas que insistem em fazer o descarte incorreto de lixo. Esse é um tipo de comportamento que exige que a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbanístico refaça periodicamente a retirada de resíduos. Só para se ter uma ideia do retrabalho, muitas vezes é necessário que as equipes voltem ao mesmo lugar de duas a três vezes na mesma semana, tamanha frequência e o volume de materiais depositados de maneira indevida.
O hábito e insistência em realizar o descarte incorreto em pontos críticos gera um gasto anual de cerca de R$ 10 milhões para o Município. “Trata-se de um montante que poderia ser investido em outras áreas, como educação e saúde. Além do mais, a presença de móveis e eletrodomésticos estragados, caixas e outros itens [descartados em locais impróprios] pode gerar problemas de saúde pública, uma vez que o lixo acaba se transformando em criadouro do mosquito Aedes ou de animais peçonhentos”, explicou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbanístico, João Batista Júnior.
O responsável pela pasta lembra que o apoio da população é essencial para solucionar essa questão. “Os serviços de coleta domiciliar, de coleta seletiva, os ecopontos e até os caminhões cata-treco estão à disposição para que a destinação seja feita do jeito certo. A Prefeitura de Uberlândia oferece todos os recursos necessários para o descarte correto dos resíduos e, em contrapartida, pedimos a colaboração da comunidade para aumentar a efetividade do trabalho realizado com foco na limpeza e organização”, apontou.
Fiscalização
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbanístico e Polícia Militar de Meio Ambiente realizam fiscalizações diárias nos pontos críticos e em todas as regiões de Uberlândia. O flagrante de descarte incorreto acarreta multa que de R$ 140 a R$ 1.400. O valor varia segundo alguns critérios, como reincidência, por exemplo.
Só em 2018, a secretaria realizou quase 1,7 mil autuações de descarte irregular. “E não são apenas pessoas físicas. Algumas empresas também descartando os resíduos em locais inadequados. Em dezembro, por exemplo, em um único dia nós multamos nove vezes uma mesma construtora. Todos, sem exceção, precisam dar destinação correta ao lixo, contratando os serviços de caçambas credenciadas, por exemplo, que dão a destinação correta e a prefeitura acompanha em tempo real todo esse caminho percorrido pelo resíduo por meio do Coletas Online”, explicou João Júnior.
FONTE: SECOM-PMU