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Áudios longos, reuniões e chamadas: estamos falando mais e pior? Especialista alerta para sobrecarga vocal na era digital

Posted on 16 de abril de 2026

No Dia Mundial da Voz, fonoaudióloga da Hapvida destaca os impactos da rotina digital na saúde vocal e orienta como evitar o desgaste no dia a dia

Se, há pouco tempo, a comunicação era pautada por encontros presenciais e ligações pontuais, hoje ela acontece de forma contínua em áudios, reuniões on-line, chamadas e mensagens instantâneas. Na prática, nunca se falou tanto. Mas, em meio à pressa e à hiperconexão, surge um questionamento: estamos usando bem a nossa voz?

Neste 16 de abril, Dia Mundial da Voz, a fonoaudióloga Nara Ligia Mião Luchi Pereira, da Hapvida, aponta que a era digital trouxe agilidade, mas também distorções no uso da comunicação e, consequentemente, da voz. “Cada vez mais surgem ferramentas que prometem acelerar a troca de mensagens. Mas, muitas vezes, vemos uma falsa sensação de agilidade, com uso excessivo ou inadequado de recursos como áudios, especialmente no ambiente profissional”, explica.

Segundo ela, o problema não está na tecnologia em si, mas na forma como ela é utilizada. “Nem sempre o áudio é a melhor opção. Em muitos casos, iniciar uma conversa por texto é mais eficiente. O áudio deve ser usado com critério. Curto, objetivo e dentro de um contexto já estabelecido”, orienta.

Sinais de sobrecarga

Com a rotina cada vez mais conectada, a demanda vocal aumentou, principalmente para profissionais que utilizam a fala como principal ferramenta de trabalho, como atendentes, professores e equipes corporativas. Ainda assim, o uso excessivo da voz nem sempre é percebido.

“Existe, sim, uma sobrecarga vocal em alguns contextos. A voz entra em fadiga como qualquer outra função do corpo, principalmente quando usada sem pausas e sem os cuidados adequados”, afirma Nara.

Ela destaca, no entanto, que o próprio ambiente digital também oferece alternativas para reduzir esse desgaste. “Hoje temos diferentes formas de comunicação por meio de texto, e-mail e plataformas digitais. E eles permitem variar o uso da voz e evitar o cansaço excessivo”, pontua.

Vícios que prejudicam

Mais do que o volume de fala, são os hábitos incorretos que mais impactam a saúde vocal. E muitos deles passam despercebidos na rotina.

Entre os principais erros, a especialista destaca: Falar sem respirar adequadamente; não fazer pausas durante a fala; usar a voz de forma tensa ou sem entonação; falar com a boca seca.

Manter hábitos como alimentação inadequada, além de evitar consumo de álcool em excesso e tabagismo, são pontos relevantes.

“Falar sem pausas é como tentar seguir uma frase sem vírgulas ou pontos. A respiração precisa acompanhar a fala. Essas pequenas pausas são essenciais para manter a qualidade vocal”, explica.

A falta de pausas e de hidratação ao longo do dia é um dos principais fatores de desgaste vocal, segundo ela. E, embora resistente, a voz dá sinais quando está sendo mal utilizada.

“A voz bem usada consegue atender toda a demanda do dia. Mas, quando há abuso, ela responde com sinais de cansaço, como pigarro, rouquidão e falhas”, alerta.

Alguns sintomas, muitas vezes ignorados, podem indicar necessidade de cuidado.

“A rouquidão e a sensação de ardor na garganta, sem sinais de gripe, especialmente ao fim do dia, são sinais importantes. Se a rouquidão durar mais de 15 dias ou houver dor ao engolir, é fundamental procurar avaliação profissional”, orienta a fonoaudióloga.

Mudanças podem proteger

Em meio à rotina corrida, preservar a voz exige atenção a hábitos simples e possíveis de aplicar no dia a dia.

Entre as principais recomendações da fonoaudióloga estão: Alternar formas de comunicação (texto, áudio, ligação); manter ingestão regular de água; adotar uma alimentação equilibrada; fazer pausas durante a fala; utilizar entonação para facilitar a comunicação.

“Usar a voz com equilíbrio é essencial. Pequenas mudanças de comportamento já fazem grande diferença na preservação da saúde vocal”, finaliza Nara.

Sobre a Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 77 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Érica Magalhães – Assessora de Imprensa

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