Santa Genoveva é o único hospital de Uberlândia a realizar o procedimento. Até o momento, 27 transplantes já foram feitos.
Acontece no dia 22 de agosto, quinta-feira, às 19h, no auditório do Santa Genoveva Complexo Hospitalar, a sétima edição do Encontro com o Especialista, projeto do departamento de oncologia para as pessoas que querem saber mais sobre formas de prevenir, diagnosticar e tratar os vários tipos de cânceres. O evento é aberto ao público e a inscrição é gratuita. Neste mês, o tema do encontro é “Transplante de Medula Óssea”.
Pouco mais de um ano após realizar o primeiro transplante de medula óssea em Uberlândia, o Santa Genoveva Complexo Hospitalar já contabiliza 27 procedimentos. “Esse tratamento é realizado principalmente em pessoas com câncer no sangue, como o Linfoma, Mieloma Múltiplo ou Leucemias, mas também é indicado para outras doenças hematológicas, como Anemia Aplástica e Anemia Falsiforme, casos selecionados de doenças autoimunes, como Esclerose Múltipla, Esclerose Sistêmica e Doença de Crohn, além de outros tumores sólidos. A medula óssea é retirada do paciente que será tratada e congelada. Depois, é feito uma quimioterapia capaz de reduzir ou eliminar a doença neoplásica e a medula é reimplantada”, explica o hematologista e responsável pelo setor de Transplante de Medula Óssea do Santa Genoveva, Dr. Virgílio Farnese.
Segundo o Dr. Virgílio, a realização desses 27 transplantes é uma conquista e motivo de comemoração. “Comemoramos, nesse ano, 40 anos do primeiro transplante de medula óssea no Brasil. O fato de sermos um centro jovem, nos permitiu acumular experiência de todos esses anose o resultado foi um melhor suporte aos pacientes transplantados”, disse.
Em março do ano passado, foi realizado em Uberlândia o primeiro transplante de medula óssea em paciente com doença autoimune de Minas Gerais. “O transplante em doenças autoimunes é indicado para pacientes altamente refratários. Nesses casos, o tratamento visa diminuir o número de células reguladoras. O resultado é um melhor controle da doença, antes refretária aos tratamentos imunossupressores. O procedimento é recomendado em casos selecionados pelas Sociedades Americana e Européia de Transplantes, mas, no Brasil, ainda aguarda regulamentação, tendo sido realizados aproximadamente 400 transplantes desse tipo no país, principalmente em centros de pesquisa”, finaliza o médico.
Um ano de uma vida nova
O diagnóstico de um câncer pode mudar a vida de quem necessita do tratamento. Lívia Mendes tinha 33 anos e um filho de oito meses quando realizou o transplante de medula óssea da cidade, no dia 14 de março de 2018. Ela foi a primeira paciente a realizar o procedimento em Uberlândia. “Os sintomas do mieloma múltiplo começaram a aparecer no final da minha gestação e logo que o diagnóstico foi confirmado iniciei o tratamento, em 09/08/16. Todas as consultas, exames, colocação e retirada de cateter, medicação e preparação para o transplante foram realizados no hospital. A única fase externa foi a retirada da medula óssea no Hemocentro de Uberlândia”, relembra.
Além dos médicos e enfermeiros, Lívia contou com o apoio de nutricionistas, fisioterapeutas e dentista que a auxiliaram diariamente. Os fisioterapeutas ajudaram nos alongamentos, já que ficava longo período deitada e não saía do quarto. “O maior incômodo que senti foram os enjoos, mas nutricionistas e a equipe de cozinha fizeram grande esforço para facilitar minha alimentação”, disse.
“Desde a internação percebi todo o cuidado com a preparação do quarto. Até a água do chuveiro era filtrada. A temperatura do quarto, higiene, tudo era acompanhado de muito perto. A internação ocorreu dois dias antes do transplante, período em que fiz quimioterapia. Recebi alta no 11° dia pós-transplante e não tive nenhum tipo de complicação. Na época, como meu filho era bebê, foi importantíssima a oportunidade de realizar o transplante na cidade em que eu moro. Poder contar com minha família foi uma grande alegria e facilidade”, finaliza Lívia.
Serviço
Fonte: Prelo Comunicação