Leia o texto divulgado pela universidade nesta sexta-feira (5/6)
A Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no cumprimento de seu compromisso constitucional, reafirma seus princípios e objetivos estatutários em preservar e difundir os valores éticos e de liberdade, igualdade e democracia (Art.5o. Estatuto UFU). Nesse sentido, ao optar pela promoção de políticas públicas afirmativas de inclusão e de promoção da igualdade étnico-racial, busca envidar todos os esforços para diminuir as distâncias socioeconômicas que permeiam a vida social brasileira, em especial, de grupos historicamente mais vulneráveis, como a população negra e os pobres que, em muitos casos, vivem às margens dos bens culturais, do avanço da ciência, das artes e da tecnologia.
No caso das cotas na UFU, a Instituição tem plena consciência de sua responsabilidade em garantir acesso legal aos pretos, pardos e indígenas e, por isso, criou mecanismos internos para averiguar a distribuição das vagas destinadas àqueles que, de fato, possuem esse direito. Nosso compromisso é com a emancipação das pessoas excluídas que sofrem com os efeitos danosos que séculos de escravidão e de exclusão social provocaram e, ainda, lograr êxito em maior representatividade e diversidade em todos os setores da sociedade, como o mercado de trabalho, as instituições de ensino e os espaços políticos decisórios dos rumos do país. Dessa forma, a UFU ressalta a importância do sistema de cotas como principal política pública de inclusão social no Brasil.
A Diretoria de Comunicação Social da UFU (Dirco) reitera que as ações de comunicação devem caracterizar-se pelo compromisso ético e pelo exercício pleno da democracia e da responsabilidade social da Instituição. Devemos, portanto, nos pautar pela busca da verdade, pela defesa da diversidade cultural e pelo respeito aos direitos dos cidadãos. Desse modo, ao reafirmar nosso compromisso em levar à sociedade informações que contribuam para a circulação de conhecimento, também devemos colaborar para o desenvolvimento de uma sociedade justa e democrática.
Destacamos que a UFU realiza, desde o segundo semestre de 2017, a heteroidentificação dos candidatos a vagas reservadas para PPI (pretos, pardos e indígenas), previamente ao deferimento de matrícula.Resolução nº 12/2018 do Conselho de Graduação.
Para os ingressos realizados entre 2013 e 2017/1, cuja autodeclaração do candidato era tida como suficiente, a UFU realiza a apuração de eventual ocupação indevida de vaga, por meio de processos de denúncia. Estas denúncias podem ser encaminhadas para
Todas as denúncias são apuradas. Há uma Comissão responsável pela condução destes processos, assegurando-se o direito de defesa dos discentes denunciados. Ao final do processo, se a Comissão concluir que a ocupação é de fato indevida, o discente é desligado. Esclarecemos que estes processos são também acompanhados pelo Ministério Público Federal.
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