A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Polícia Civil da comarca de Estrela do Sul, elucidou nesta semana um homicídio qualificado com ocultação de cadáver, furto, apropriação indébita e receptação, ocorrido em janeiro deste ano. A vítima é um trabalhador rural de 57 anos, que residia no distrito de Dolearina, a 18 km da cidade.
Segundo o delegado Eduardo Placheski Trepicche, a vítima havia desaparecido desde o dia 5 de janeiro, quando teria saído para ir à casa dos pais da namorada. uma adolescente, acertar o casamento. O acerto era uma farsa. Ao chegar na residência, o trabalhador foi atingido por dois golpes de barra de ferro e depois levado para às margens do km 36 da MG-223, onde o corpo foi abandonado.
Os restos mortais foram encontrados no dia 13 de janeiro pelo delegado e por um escrivão que faziam as buscas, após a família noticiar o seu desaparecimento. Durante as investigações, a autoridade policial suspeitou do pai da adolescente, da esposa dele, e de um colega de serviço da vítima. Várias ações foram feitas até neste mês quando o delegado concluiu a investigação.
De acordo com o delegado, após assassinar a vítima e ocultar o cadáver, o pai da menor e o comparsa ainda queimaram o cadáver. Em seguida, o suspeito subtraiu dinheiro e pertences da vítima e ainda presenteou a mulher com alguns objetos de valor, dentre eles um aparelho celular e um televisor. Interrogados, inicialmente, eles negaram o crime, mas depois o pai da jovem o confessou.
Os suspeitos, o casal e mais o comparsa, estão presos preventivamente no Presídio Irmãos Naves, em Araguari, onde vão aguardar por decisão judicial. O inquérito policial que apura o caso foi encerrado e remetido ao Poder Judiciário de Estrela do Sul. Conforme o delegado, tanto os suspeitos como as vítimas trabalharam na extração de madeiras no distrito de Dolearina.
Assessoria de Imprensa da 1ª DRPC/Uberlândia – Minas Gerais