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Dois indiciamentos por denunciação caluniosa. Esse é o resultado de duas investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em Uberlândia, Triângulo Mineiro. As apurações mostraram que as supostas vítimas haviam incriminado falsamente os possíveis suspeitos.
A partir disso, a delegada titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) em Uberlândia, Lia Eunice Valechi da Silva, recomenda cuidado com falsas denúncias. “Causam prejuízos para as vítimas e para toda a sociedade como um todo. A polícia, as vítimas e a sociedade acabam perdendo com isso e há perda de tempo e de serviço para apurar casos que, depois de investigados, se concluem que foram denunciação caluniosa”, afirma.
Casos investigados
O primeiro deles envolveu uma mulher que denunciou um homem por importunação sexual e o outro, a suposta vítima acusou, falsamente, o ex-marido de estupro. Ambos os casos foram registrados pelas supostas vítimas na delegacia e, após as investigações, foi concluído que os crimes não existiram.
Segundo Lia Valechi, o primeiro caso envolveu uma jovem, que denunciou um colega, dizendo ter sido importunada, na casa do suposto indivíduo. O homem foi intimado e negou o fato e, alguns dias depois, a mulher compareceu à delegacia e retirou a queixa, afirmando que acusou falsamente o indivíduo. “Ela será indiciada por denunciação caluniosa, calúnia e injúria”, disse a delegada ao completar que a mulher ainda expôs o rapaz porque divulgou as acusações em redes sociais.
O outro caso ocorreu no ano passado, quando uma mulher acusou o ex-marido de estuprar e agredir o filho dela e ainda de mantê-la em cárcere privado para que não o denunciasse. A delegada explicou que a acusação não se confirmou, após os exames na vítima apontarem que não houve indícios de abuso e as testemunhas serem ouvidas a favor do acusado. O motivo da denúncia teria sido o pedido de divórcio por parte do marido. “Ela responderá por denunciação caluniosa”, explica.
A delegada aproveita para alertar que casos como esses serão investigados com rigor pela PCMG e os suspeitos serão indiciados pelo crime. “São denúncias graves”, observa Lia Valechi.
Fonte/crédito imagem: PCMG
