*Cássia Bomfim/ Secom PC
A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio do 11º Departamento de Polícia Civil de Montes Claros e através da DIE – Delegacia de Investigações Especiais, realizou na manhã desta quinta-feira (03) a maior Operação de combate ao crime organizado no ano 2019.
As investigações tiveram inicio em meados de janeiro deste ano, quando ocorreu uma insatisfação entre os custodiados da Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, após a troca do diretório da instituição. Os reeducandos tinham receio que poderia haver endurecimento das regras de disciplina.
A operação se desencadeou após a divulgação de uma mídia nas redes sociais, sugestionando ameaças em desfavor de Agentes do Sistema Prisional. Ainda no contexto da mídia continha promessas de atentados contra a vida de operadores da segurança pública, bem como, intentar contra propriedades públicas e privadas.
O trabalho da Polícia Civil durou cerca de sete meses, sendo realizado neste período a analise de 34.600 linhas telefônicas, sendo monitorados 78 alvos em um total de 10 cidades dos estados de Minas Gerais e Paraná, com a expedição de 51 mandados judiciais.
A autoridade responsável pelas investigações, Alberto Tenório, representou por 11 Mandados de Busca e Apreensão, 40 Mandados de Prisão Preventiva e pela recolocação de 11 presos em presídios federais, cujos mandados foram deferidos pelo poder Judiciário.
O objetivo da operação foi desarticular a maior organização criminosa do Brasil – PCC, que exerce o comando efetivo no comércio de drogas ilícitas nacionalmente, além da atuação em países próximos como Bolívia, Paraguai e Colômbia.
Ainda, a respeito dos objetivos, estava a de realizar a prisão/transferência daqueles intitulados líderes da ORCRIM que mesmo enclausurados continuam a suas atividades extramuros, demandando tarefas aos asseclas em liberdade. Muralha
A denominação da operação faz alusão aos paredões, muros, da Penitenciária de Francisco Sá, local de onde se encertava as ordens para o cometimento de crimes. No dicionário, Muralha quer dizer: “Fortaleza construída para defender cidades dos eventuais ataques dos inimigos”. Na prática, conforme apurado, os muros não protegiam as cidades, pois de lá eram arquitetados os mais diversos crimes pela organização criminosa investigada. A idéia de Muralha é que se converta, a partir de agora, numa barreira impossível de atravessar.
A operação coordenada pelo 11ª Departamento no Norte de Minas, acontece simultaneamente em 10 cidades do estado.Foram empregados, durante as diligências da Operação Muralha 65 Policiais Civis e 18 viaturas, efetivo contabilizado somente no Departamento de Montes Claros. Nas demais cidades onde houve o cumprimento de mandados de prisões, tais como, Uberaba, Uberlândia, Patrocínio, Buritizeiro, além de dois municípios situados no estado do Paraná, houve o uso de aparato considerável objetivando o sucesso total da operação.
Durante a fase investigativa a PC conseguiu reunir provas de que integrantes do grupo criminoso determinavam a execução de vários crimes, dentre eles, roubo de cargas milionárias e venda de drogas. As provas destas práticas foram coletadas através de conversas gravadas com autorização judicial.
O Chefe do 11º Departamento, Delegado Geral, Jurandir Rodrigues ressaltou que a deflagração desta operação demonstra que o estado está desenvolvendo o seu papel de proteger o cidadão. Por meio da Polícia Civil, com eficiência, realizou essa importante investigação desarticulando uma organização criminosa nacionalmente conhecida, cujos membros estavam comandando crimes de dentro dos presídios, inclusive com determinação mortes de agentes penitenciários. Esse Trabalho reforça a união do 11º Departamento de Montes Claros com o Poder Judiciário, Ministério Público e o Departamento Penitenciário da Secretaria de Justiça. A Operação alcançou o sucesso esperado graças ao auxilio da SIPJ, que liberou apoio aéreo do helicóptero da instituição, destacou a logística dos departamentos de Curvelo, Patos de Minas, Uberlândia e Uberaba, bem como o aparato das delegacias de Muruarama e Cruzeiro do Oeste e municípios do estado do Paraná.
No total, 38 indivíduos tiveram suas prisões formalizadas, 11 presos, os líderes, que comandavam as ações criminosas vão ser transferidos para presídios Federais.
