Segurança pública

Polícia Civil de Uberlândia encerra Inquérito sobre suspeita de homofobia

*Cássia Bomfim

A Polícia Civil de Uberlândia enviou, terça-feira(08), ao Poder Judiciário o inquérito policial que apura a tentativa de homicídio contra uma travesti, ocorrida no ano passado, 2018, aqui na cidade. O acusado do crime foi preso no dia 30 de setembro, mediante mandado de prisão preventiva. Segundo a delegada Lia Valeck, titular da 5ª Delegacia de Polícia, ele responderá por tentativa de homicídio qualificada. O crime aconteceu na madrugada do dia 25 de novembro. A travesti Rodrigo Moreira da Silva, 24 anos, que usa o nome social de Fernanda Martins, se encontrava próximo ao Posto Mineirão, no bairro Brasil, quando foi abordada por um homem, em um veículo Monza, que a chamou para fazer um programa. No bairro Esperança, ele alegou que o combustível do carro havia acabado e estacionou na rua. O indivíduo abriu o porta malas do Monza, com a “desculpa” de pegar um galão para buscar o combustível, pegou uma enxada e desferiu várias golpes contra a vítima. Ferida nas pernas e em outras partes do corpo, a travesti conseguiu fugir no próprio carro do estranho e se dirigiu até o posto de combustível onde pediu socorro. Porém, por um descuido, o acusado deixou o RG dentro do veículo. O agressor foi identificado como Bruno Rodrigues dos Santos, 22 anos, lavador de carros. Curiosamente, no dia seguinte ao ocorrido ele foi à Câmara Municipal de Uberlândia e entregou um currículo no gabinete da vereadora Pâmela Volpi, que é transexual. Como a foto do RG indivíduo, esquecida no carro, tinha sido divulgada no grupo LGBT da vereadora, uma assessora dela o reconheceu. “Como não havia mandado de prisão contra ele e nem estado de flagrante, ele não foi preso no dia”, explicou a delegada Lia Valeck, acrescentando que Bruno chegou a ameaçar a vereadora, caso fosse denunciado à polícia. Com a abertura do inquérito, os policiais civis descobriram o paradeiro do acusado e a sua prisão foi requerida. Bruno Rodrigues foi localizado no bairro Dom Almir, onde reside. Conforme a delegada, o crime pode estar relacionado à homofobia. “Não havia motivo para ele tentar matá-la”, salientou Lia Valeck acrescendo que o acusado responderá pelo crime com a qualificação de motivo torpe. O acusado se encontra no Presídio Professor Jacy de Assis, onde vai aguardar a decisão da Justiça e um provável em júri popular..

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