Belo Horizonte/MG – Na madrugada de 26/10/2019, desembarcou em Belo Horizonte um voo oriundo dos Estados Unidos da América, trazendo 70 imigrantes deportados pelos Estados Unidos. Os brasileiros teriam tentado entrar ilegalmente naquele país, apresentando-se a policiais de fronteira na esperança de responder ao processo administrativo de imigração em liberdade – modalidade denominada de “cai-cai”. Por vezes, os imigrantes maiores de idade teriam se valido de crianças e adolescentes (ou mesmo de maiores se passando por menores), para facilitar a entrada e permanência em território norte americano.
Em agosto e no começo de outubro deste ano, a Polícia Federal deflagrou duas Operações Policiais para combater a migração ilegal e falsificação de documentos públicos, em virtude do uso corriqueiro de documentação falsa para vincular imigrantes a menores com os quais não possuíam parentesco algum, com o único objetivo de usar esses falsos filhos como um escudo contra a deportação.
No voo fretado pela agência federal norte-americana responsável por imigração e alfândega, a U.S. Immigration and Customs Enforcement – ICE –, um policial da agência e 20 seguranças contratados garantiram a segurança da viagem, que também contou com a supervisão de uma enfermeira.
Dentre os deportados, retornou ao Brasil um homem de 48 anos que figurava na lista de Difusão Vermelha da Interpol e foi preso pela Polícia Federal assim que desembarcou no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins/MG. Tendo praticado homicídio qualificado em novembro de 2000 em Governador Valadares/MG, o preso foi condenado a seis anos de reclusão pela 3ª Vara Criminal daquela cidade. Após a sentença, o criminoso fugiu para os Estados Unidos, onde, recentemente, teria tentado matar um casal de brasileiros na Flórida.
Em relação aos demais deportados, a Polícia Federal tomará o depoimento de cada um, em mais uma fase das investigações sobre o esquema de imigração ilegal.
Fonte: Comunicação Social PF/MG
