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PCMG conclui investigação sobre morte causada por ingestão de substância tóxica em Patrocínio

Posted on 20 de janeiro de 2026

Produto vendido como manitol por farmácia de manipulação continha ácido bórico; sete pessoas foram intoxicadas e uma morreu.

A Polícia Civil concluiu a investigação que apurou a morte de uma mulher de 59 anos após a ingestão de uma substância tóxica vendida como manitol por uma farmácia de manipulação, no município de Patrocínio, no Alto Paranaíba.

De acordo com a Polícia Civil, em meados de junho de 2025, sete pessoas procuraram atendimento médico apresentando sintomas de intoxicação após ingerirem, por via oral, um produto adquirido para a realização de exames de colonoscopia. O material havia sido comprado em uma farmácia de manipulação da cidade. Uma das vítimas, a mulher de 59 anos, não resistiu ao agravamento do quadro clínico e morreu no dia 13 de junho do ano passado.

Diante dos fatos, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a causa da morte e as circunstâncias da intoxicação das demais vítimas. As investigações apontaram que, por erro, a farmácia comercializou dez frascos de ácido bórico no lugar do manitol, provocando intoxicação exógena.

O ácido bórico é uma substância tóxica, utilizada como antisséptico e antifúngico, apresentada em forma de pó branco, incolor e inodoro. A ingestão pode causar complicações graves, como acidose metabólica, insuficiência renal aguda e choque.

As apurações identificaram que um funcionário da farmácia realizou o fracionamento incorreto da substância, utilizando ácido bórico em vez de manitol. Imagens do sistema de segurança mostraram o momento em que ele retirou o produto errado e fracionou previamente dez frascos, sem a conferência adequada das etiquetas.

A perícia técnica apreendeu os frascos manipulados pela farmácia e confirmou a presença de ácido bórico nos produtos comercializados. Durante a investigação, os farmacêuticos responsáveis foram ouvidos e confirmaram que o funcionário era encarregado do fracionamento, atividade que deveria ser realizada sob supervisão.

No entanto, foram constatadas falhas na gestão do laboratório, incluindo a ausência de fiscalização adequada por parte dos responsáveis técnicos. Ao final do inquérito, o funcionário foi indiciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa contra outras cinco vítimas intoxicadas.

Já os farmacêuticos responsáveis foram indiciados por homicídio culposo majorado e lesão corporal culposa majorada, em razão da omissão no dever de fiscalização. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

Informações: Polícia Civil/MG.

Crédito das imagens: Polícia Civil/MG.

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