O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) não poupou esforços e de uma só vez desencadeou três operações na cidade de Uberlândia-MG. Os trabalhos começaram bem cedo, nesta sexta-feira(25),coordenados pelos promotores Daniel Marotta e Adriano Bozola. “A mira da Justiça” estava voltada para os mais diferentes servidores públicos da cidade: vereadores e policiais (civis e militares). A lista de investigados chegou perto dos 80, com 75 mandados de busca e apreensão, 88 de prisão preventiva e uma temporária (aquela de cinco dias para averiguações mais detalhadas), todos cumpridos sob a “batuta” do Ministério Público Estadual (MPE). Para se ter uma noção geral dos trabalhos as operações têm denominações peculiares, levando-se em conta os “objetos e/ou situações” investigados, como por exemplo – Operação “Poderoso Chefão” destinada à investigação de fraude e desvio de dinheiro envolvendo vans que prestam serviço para o município. Também houve o desdobramento da Mercúrio que apura crimes de corrupção passiva e ativa envolvendo policiais civis. E por último, mas não menos significativa, a Torre de Babel, que foi desencadeada em Uberlândia, São Gotardo, em Minas Gerais e ainda ultrapassou as fronteiras, tendo ramificações no estado de Goiás, nas cidades de Itumbiara e Goiânia
Quem já está preso
Podem até aparecer mais investigados, mas na manhã desta sexta-feira (25) foram presos os vereadores: Wilson Pinheiro (PP) e um novo mandado de prisão cumprido contra vereador Juliano Modesto (SD), que já está no Presídio Professor Jacy de Assis, mas ainda tem o vereador Alexandre Nogueira (PSD) que não havia sido encontrado, que se apresentou posteriormente no final da tarde. Também foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e determinado o sequestro de bens e valores dos investigados no limite de R$ 7 milhões. Além das prisões de oito policiais civis, entre eles, dois delegados e quatro policiais militares.
Investigação
*Cássia Bomfim – jornalista – #gaeco-prisão
