Pelo título, as pessoas acreditam que a notícia está “velha”, mas lamentavelmente é atual e real. O problema é que entre governo, sai governo, constroem casas, conjuntos habitacionais, até edifícios, mas o acesso para este setor da cidade não muda. Quantos cálculos terão de fazer para entender uma simples matemática? Aumentou o número de habitantes neste setor que começa no final do bairro Planalto até o trevo do Anel Viário Ayrton Senna, que dá acesso à cidade de Prata. Qualquer governante ou ser humano capaz de somar dois mais dois, entende que para que a cidade cresça pujante, vigorosa, repleta de “casas populares” e “famílias que vão aparecer como comercial de margarina”, tem o direito de pelo menos ter um acesso descente às suas casas ou comércios. Querem crescer, expandir a cidade, mas cadê a infraestrutura adequada, descente. Pode até ser bairros distantes, pessoas de um padrão sócioeconômico mais modesto, as são pessoas, trabalhadores, pagadores de impostos, eleitores, seres humanos. Para isso, precisam ter segurança para trafegar de moto, a pé, de bicicleta, de carro, do jeito que quiserem, mas estes direitos e obrigações da contrapartida só ficam no “oba-oba” para os reclames comerciais. Pois é, um local que dá acesso para milhares de lares, não tem um acostamento, uma sinalização decente, iluminação (não adianta justificar que é “pista”, então não loteassem tanto), acabou corroborando para a perda de mais uma vida. Um homem, um ciclista de 30 anos, foi atropelado nesta segunda-feira (04), na rodovia 497, sentido Prata, bem próximo da granja. Viaturas do Corpo de Bombeiros, profissionais capacitados tentaram de tudo, mas ele não resistiu. Assim que o socorro chegou, a vítima estava inconsciente, fratura exposta na perna e o médico da USA constatou o óbito. Viaturas da Polícia Militar (PM) também estavam no local. Imaginam vocês, gestores públicos, a cena de um filho, um parente ou até mesmo vocês, caídos em uma via que dá acesso aos lares daqueles que os elegeram, como seria doído, miseravelmente ruim, degradante, talvez por causa de uma falta de atitude, de vontade política com a coisa pública, algo tão simples diante da grandiosidade de uma vida, vale a pena só assistir e continuar de braços cruzados? A mesma história se repete na avenida Aldo Borges Leão, então qual o problema de verdade? Lá é uma via pública municipal e também, nada muda, a não ser em períodos interessantes aos “pavões”.
Fonte: Ascom CBM – Images: 1- Via Drones – Outras: arquivos tristes