Crack, cocaína, celular e dinheiro foram apreendidos no bairro São Jorge
Madrugada de segunda-feira (21), muitas pessoas, trabalhadores, cidadãos de bem estão iniciando mais uma jornada de labuta, normalmente, mas em alguns lugares/residências a rotina é outra. Pelo menos é o que demonstra esta ocorrência da Polícia Militar (PMMG), de Uberlândia-MG. Durante o patrulhamento de rotina pelo bairro Elisson Prieto (conhecido como assentamento do Glória), os militares passaram pela Rua Paulo Alexandre Garcia, no bairro São Jorge, entre as ruas D e B, a guarnição se aproximava do cruzamento com a rua C e um cidadão, ao ver a viatura, “do nada” (não foi para a vaquejada), mas saiu no estilo: perna para que te quero…correndo muito. Detalhe, parece que ele havia dado início a maratona, porque um segundo homem (magro, pardo, de camisa vermelha, carregando uma bolsa de cor preta, pendurada no pescoço) também teve uma atitude bem suspeita. Imagina-se que tentou correr também, mas faltaram as pernas. Ele que estava na porta de um comércio abandonado, se fazendo de “égua”, porém muito nervoso, deu um jeitinho e se escafedeu correndo para o interior do imóvel. Diante dos fatos, “onde há fumaça, pode haver fogo”, os policiais entraram no local e já deram a ordem: “Ei, parado, é a polícia, vamos conversar”… Os militares, dentro do processo legal, fizeram a abordagem ao indivíduo que foi identificado, tudo normal, até que ao darem buscas no interior da “bolsa chique dependurada no pescoço” (diga-se de passagem, não era o melhor lugar para carrega-la), encontraram algumas “coisinhas”. Vamos à lista: foi encontrado R$340 (trezentos e quarenta reais) em dinheiro trocado, 52 papelotes de cocaína e 32 pedras de crack e um aparelho celular da marca Xiaomi modelo Redmi, de cor azul com a tela danificada e uma capa de proteção de cor azul em mal estado de conservação. Então deve ter sido por isso que o cidadão “titubiou” e depois correu, usando o imóvel para se esconder ou fugir, mas não deu certo. Todas as substâncias localizadas estavam embaladas individualmente e prontas para a comercialização. Na sequência, a PM leu e garantiu todos os direitos do rapaz, inclusive o de permanecer calado, ele insistiu em dizer que era usuário de drogas. Entretanto afirmou também que estava na venda dos “bagulhos”, junto com o companheiro que estava na esquina vigiando. O “esquema” seria assim: o fujão fazia contato com os clientes, porém ele não soube informar o nome do “parça” que provavelmente foi o que saiu correndo quando avistou a guarnição policial. O abordado alegou ainda que, o aparelho celular que estava na bolsa em posse dele, foi a troco de drogas. “É o vale tudo da mercância: o usuário queria o produtinho, mas faltava o “cascalho” para pagar, aí ele deu o celular, pela bagatela de R$ 50 (cinquenta reais).Isto porque não tem notinha, nem promissória, mas tem acertos.”. O homem de 31 anos disse que está na venda de drogas neste local há quatro meses. Depois de parlamentar, explicar tudo nos mínimos detalhes, ele foi conduzido para atendimento médico na UAI do bairro Pampulha e após receber voz de prisão em flagrante, foi levado para juntamente com os materiais apreendidos, para a Delegacia de Plantão de Uberlândia.
Por Cássia Bomfim
Imagem meramente ilustrativa
