Denúncia anônima leva PM ao encontro de cadáver
Uma história sinistra e até mesmo inacreditável, mas lamentavelmente, não é. O fato aconteceu em Uberaba, no Triângulo Mineiro, em uma residência no bairro São Vicente. Tarde de quinta-feira (03), Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), o telefone de emergência toca (190), do outro lado da linha, uma pessoa denuncia um crime e ainda avisa onde estaria o corpo. Imediatamente, militares saem para checar o fato e encontram o corpo de uma mulher. O detalhe deste crime é que não estava jogado, o cadáver estava escondido dentro de uma casa habitada, debaixo de um sofá e coberto com um lençol. A vítima apresentava marcas no pescoço e os peritos da Polícia Civil, do Instituto Médico Legal (IML) constaram que a mulher foi assassinada por asfixia mecânica e que, provavelmente, a arma do crime foi um fio de telefone, apreendido pelos militares e uma enxada. No local haviam três pessoas: dois homens e uma mulher que foram presos e encaminhados à Delegacia. O dono da propriedade, de 38 anos de idade, um sobrinho dele de 24 anos e a mulher de 28 anos. Além disso, segundo consta no Boletim de Ocorrência (BO), os policiais fizeram uma espécie de varredura no imóvel e nos fundos encontraram um buraco, popularmente chamada de “cova rasa”. Diante das evidências, há suspeita de que a mulher teria sido morta neste espaço e podem não ter conseguido enterrar o corpo no momento.
Depoimentos na Depol
Apesar de ter muito que contar aos policiais, o dono da casa não falava “lé com cré”, se confundiu todo, não sustentava nada de suas versões. Durante todo o registro da ocorrência, o homem alegou que o tal sobrinho e a mulher eram usuários de drogas e que a casa era uma espécie de “ponto de encontro” para o consumo de entorpecentes. O proprietário alega que quando retornou para casa a vítima já estava sem vida. O problema é que, parece que em casos como este, eles esquecem que tudo é registrado. Foi a partir daí, que o suspeito começou a narrar outro episódio, dizendo estar em casa dormindo, “o sono dos justos” e não viu nada, não sabe de nada, não estava no local (hã?!)…
Depois o homem recobrou a memória e, conforme as declarações à polícia, ele viu sim o sobrinho enforcando a vítima com um fio de telefone. Quando chegou a vez do sobrinho dar a sua versão para o fato ocorrido, ele, sem pestanejar, se inocentou e apontou o tio como o autor do crime.
A polícia, exercendo seu papel, dentro de todo o processo legal, se preparou para ouvir a mulher. Com seus 28 anos, a jovem já falou que esteve com a dupla (tio e sobrinho) um dia antes do crime, mas não ficou muito tempo. Ela afirmou que os dois haviam dito que precisam resolver algumas questões com a vítima e que a amiga e/ou conhecida fosse “dar um rolê”, fosse embora, isto por volta do meio dia. A suspeita também enfatizou que o bate papo estaria sim relacionado com dinheiro para uso de drogas.
Depois de colher todos os depoimentos dos três suspeitos, a PM encaminhou-os para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil para serem ouvidos pelo delegado de plantão.
Jornalista: Cássia Bomfim
Imagem: Polícia Militar/MG
