Foco foi detectado em Montenegro (RS), e estado de emergência zoossanitária é decretado por 60 dias; Santa Catarina reforça medidas de defesa sanitária.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta sexta-feira (16), o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial no Brasil. O foco foi identificado em Montenegro, município localizado no interior do Rio Grande do Sul. Até então, todos os registros da doença no país haviam se limitado a aves silvestres.
Diante da detecção, o governo federal decretou estado de emergência zoossanitária por 60 dias, com objetivo de conter a disseminação do vírus e proteger a avicultura nacional — uma das maiores do mundo. A decisão foi formalizada por meio da Portaria nº 795, publicada pelo Mapa.
A Influenza Aviária H5N1 é uma doença viral altamente contagiosa entre aves e pode provocar elevada mortalidade nos plantéis. Embora o risco de transmissão para humanos seja considerado baixo, especialistas destacam a necessidade de rigorosas medidas de biossegurança para evitar surtos maiores.
Com o alerta, estados vizinhos intensificaram suas ações preventivas. Em Santa Catarina, por exemplo, a Secretaria de Estado da Agricultura emitiu nota técnica orientando sobre o reforço na fiscalização de fronteiras, controle da movimentação de aves e produtos avícolas, além de orientações diretas a produtores sobre higiene e manejo seguro.
A população foi orientada a continuar consumindo carne de frango e ovos normalmente, desde que os alimentos sejam bem cozidos. Segundo o Ministério da Saúde, o consumo permanece seguro e não representa risco de contaminação.
Autoridades sanitárias reforçam a importância da notificação imediata em casos suspeitos, especialmente quando houver sinais respiratórios ou neurológicos nas aves, ou aumento súbito de mortalidade em granjas. A atuação rápida e coordenada entre os entes federativos e o setor produtivo é considerada fundamental para preservar a segurança sanitária e a credibilidade do Brasil no comércio internacional de proteínas animais.
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