Medidas sobre o piso do frete levam ao cancelamento da paralisação nacional, mas lideranças alertam para possibilidade de nova mobilização.
Na manhã desta sexta-feira (20), lideranças dos caminhoneiros anunciaram a suspensão da greve nacional que estava prevista para ocorrer em todo o país. A decisão foi tomada após negociações com o governo federal, que apresentou medidas para atender parte das reivindicações da categoria, evitando, por ora, impactos no abastecimento e na economia.
De acordo com representantes do movimento, o principal fator para o recuo foi a publicação de uma medida provisória que reforça o cumprimento do piso mínimo do frete, além de ampliar a fiscalização contra empresas que descumprem a tabela obrigatória. A proposta também prevê a aplicação de multas mais rigorosas para transportadoras que não respeitarem os valores estabelecidos.
A mobilização dos caminhoneiros vinha ganhando força nos últimos dias, impulsionada principalmente pela alta no preço do diesel e pelas denúncias recorrentes de descumprimento do piso do frete. A paralisação poderia afetar diretamente o transporte de alimentos, combustíveis e outros insumos essenciais em todo o Brasil.
Apesar da suspensão da greve, a categoria informou que permanece em estado de alerta. Novas assembleias devem ser realizadas nos próximos dias para avaliar se as medidas anunciadas serão, de fato, cumpridas e suficientes para atender às demandas. As lideranças não descartam a possibilidade de uma nova paralisação nacional caso não haja avanços concretos nas negociações com o governo federal.
Por Wellington Lopes.
Crédito das imagens: meramente ilustrativa.