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Tratamento após AVC deve ser imediato

Posted on 14 de maio de 2019

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde o AVC – Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame, é a segunda entre as 10 principais causas de morte no mundo. No Brasil, em 2016, foram registradas pelo Ministério da Saúde 188.223 internações para o tratamento de AVC isquêmico e hemorrágico, além de 40.019 óbitos.

O Dr. Lauro Figueira Pinto, neurologista do Hospital Santa Clara, explica que a doença é uma lesão no cérebro ou das estruturas adjacentes. “Existem dois tipos de AVC, o Isquêmico, em que ocorre uma obstrução de um vaso sanguíneo e, com isto, isquemia de uma região do cérebro e o AVC hemorrágico, resultado de uma ruptura do vaso sanguíneo com extravasamento de sangue. De longe o isquêmico é o tipo mais comum, correspondendo a cerca de 80% dos casos”, afirma.

O médico ressalta que os principais sintomas de um AVC são a perda de força e a dificuldade parar falar. Alguns sintomas também podem ocorrer de forma súbita, tais como: alteração da sensibilidade, da visão e da coordenação, dificuldade no equilíbrio e para andar e dores de cabeça repentinas que atingem sua intensidade máxima em até um minuto.

Em relação a tratamento o Dr. Lauro alerta: “O tempo é fundamental. Durante o AVC isquêmico, morrem quase 2 milhões de neurônios por minuto, por isso, a intervenção deve ocorrer o mais ágil possível, a fim de garantir maiores chances de recuperação e evitar que o paciente apresente sequelas”, comentou o Dr. Lauro. Ele ainda explica que existe tratamento, sobretudo para o AVC isquêmico: “Pode ser administrado um trombolítico, medicamento que dissolve o coágulo e restabelece o fluxo sanguíneo e, em casos selecionados, poder ser realizado um cateterismo, removendo o coágulo ou mesmo dissolvendo-o”.

O AVC ocorre principalmente após os 50 anos, mas a doença também pode atingir os mais jovens, devido a condições específicas como genética, arritmia no coração e o uso de anticoncepcional. “A proporção de casos que se devem a causas genéticas é muito pequena, e a maior parte dos AVCs tem causas evitáveis”, enfatiza o especialista.

Ele ressalta que é possível prevenir o AVC. A prevenção primária, é feita pelo controle dos fatores de risco cardiovasculares como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, obesidade, estresse, etc. Já a secundária, quando o paciente já teve AVC, inclui além do já mencionado para a prevenção primária, medidas específicas, como: controle de arritmia e desobstrução de vasos no pescoço.

Em relação a recuperação o médico ressalta: “Após o AVC, ocorre um período de recuperação que dura até dois anos, e é importante contar com uma equipe de profissionais, para garantir que o processo seja mais rápido e eficiente”, finaliza Dr. Lauro.

A entrevista completa com o Dr. Lauro pode ser acessada no canal do Hospital Santa Clara no YouTube. Acesse:

Fonte: Kompleta Comunicação

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