Dia 21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down, também conhecida com trissomia do 21, que é uma alteração genética no cromossomo 21 resultante de um erro na divisão celular durante o desenvolvimento embrionário.
A pediatra Raissa Ferreira Lelis explica que essa alteração no material genético não se caracteriza como uma doença e sim como uma mutação. Ela se manifesta em algumas características físicas e psíquicas do portador, como: olhos oblíquos, rosto arredondado, implantação baixa das orelhas, mãos e orelhas pequenas, prega palmar única, língua protusa, dificuldades motoras, alteração no tônus, atraso na articulação da fala e cardiopatias.
A suspeita do diagnóstico pode ser feito durante a gestação por meio da ultrassom, e após o parto por características clínicas. Ela é confirmada somente pelo exame do cariótipo. A pediatra alerta que essa identificação prematura possibilita que os pais e cuidadores tenham tempo de aprender os cuidados especiais que a criança irá precisar e conduzi-la para um caminho no qual ela seja capaz de vencer as limitações causadas pela alteração do cromossomo.
Alguns exames devem ser feitos nessa fase inicial, como o de tireoide, hemograma, cariótipo, exame de olhos e ouvidos, ecocardiograma. A especialista informa que ao longo dos anos eles precisarão ser repetidos, sendo importante o acompanhamento rigoroso.
Atividade física e estudos devem fazer parte da vida dessas crianças. As pessoas com a síndrome possuem muito potencial, só precisam de um tempo maior e grande incentivo para desenvolvimento.
Raissa ainda reforça que a data de hoje, tem como objetivo relembrar a população que ainda é necessário melhorar a inclusão e a luta por direitos igualitários das pessoas com a Síndrome de Down na nossa sociedade.
Fonte: Kompleta Comunicação