
Hoje eu tive saudade da minha pouca idade, a juventude, a solicitude, um tempo que fui muito feliz, quando tudo aconteceu como eu quis. Era como esfregar uma lâmpada de Aladim, ter o pó de por mim pim pim e a felicidade era assim, fácil de existir, pra se fazer sorrir. Não digo que agora está ruim, mas tive essa lembrança, eu ainda era criança, vivia para brincar, sonhar, planejar, correr pelas ruas, com as pernas nuas, devido às calças curtas, sem camisa, sentindo a brisa que tocava o coração. Lembro de correr pelo campo, nos jardins naturais de malmequeres, catando carinhos, caminhos para se alegrar. Era época de vitórias e glórias, muita fé, que hoje me inspira, uma vida meio caipira, galinhas no quintal, frutas no pé, leite cru no café, domingos de missa, sempre uma premissa, era forte nossa fé. Lembro-me das folias de Reis, a ausência da televisão, rádio no ouvido, contando o tempo vivido. Andava descalço, os pés no chão, amor no coração. Isso não vai voltar, mas me é livre recordar da minha gente bonita que gostava de festar, dançar, sorrir e se juntar. Eram primos de todas as idades, tios de bom humor, todos vivos, ativos, quitandas nos tabuleiros , muitos desejos, fornada de pães de queijos, docê de mamão, de manga e de emoção, no café macarrão, tambem tinha desejo, colocando o queijo era macarronada, saudade avivada. Aqui no meu texto vou desenhado meu passando e lembando de todos os meus antepassados, os presentes e os idos, todos queridos, que me fizeram ser feliz. Vamos de luz, agradecer a Jesus, esse Deus maravilhoso, que nos deu uma origem e nos fez capaz de recordar. Então fiz um saudadear, porque sei que não é só minha, quem ler vai se lembrar, da vida de crianca e da família a juntada, da vida boa passada e nunca irá esquecer.
Texto de José Airton de Oliveira.