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Nutricionista da UFU aponta benefícios do açaí contra a hipertensão

Posted on 2 de setembro de 2019

Substância que dá o pigmento roxo do alimento é a responsável por dilatar os vasos sanguíneos e ajudar na diminuição da pressão

O hábito de consumir açaí tornou-se comum em Uberlândia nos últimos anos

O açaí é aquele fruto famoso de coloração roxa, que remete ao creme espesso e gelado servido, geralmente, numa tigela, da qual o consumo já se tornou bastante comum, certo? Sim, está certo. Mas, antes de mais nada, é preciso que você saiba que o açaí, cujo nome científico é o Euterpe Oleracea, é a palmeira tropical responsável pela produção desse fruto saboroso, de mesmo nome, e que tem origem nas florestas da Amazônia.

O que você pode não saber é que o açaí tem potencial para afastar a hipertensão. A antocianina, pigmento responsável pelo tom roxo-escuro do alimento, é o agente motivador. Do ponto de vista clínico, a ingestão do açaí ajuda na dilatação das artérias, o que é uma preciosidade na perspectiva cardiovascular.

É o que aponta o artigo científico do nutricionista Heitor Oliveira Santos, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), intitulado “Effect of Açaí (Euterpe Oleracea): Intake on Vascular Function and Lipid Profile: What is the Recommendation?”, publicado na revista International Journal of Cardiovascular Sciences da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

O trabalho reúne estudos e dados científicos de pesquisas e relatórios de outros pesquisadores, baseando-se no aprofundamento de resultados clínicos para apontar as contribuições da ingestão do açaí para a saúde humana. Mas se você estiver pensando que é o açaí acompanhado de açúcar, mel e leite condensado, está enganado. Para Santos, essa mistura é uma bomba calórica. O recomendado é a ingestão da polpa, o mais pura possível.

A Euterpe Oleracea é a palmeira tropical responsável pela produção do fruto e tem origem nas florestas da Amazônia

Para obter o efeito desejado, é preciso consumir ao menos 150 gramas de polpa, e quase todo dia. Com isso, acontece a dilatação das artérias, o que facilita a passagem do sangue, diminui a tensão dos vasos sanguíneos e faz com que a pressão abaixe. Os grandes degustadores do creme roxo-escuro ganham, de tabela, as fibras e vitaminas da fruta, além do beta-sitosterol, substância que atua na redução dos níveis de colesterol e triglicérides no sangue. Podem servir de acompanhamento o leite em pó desnatado, que agrega cálcio e proteína, ou castanhas e amêndoas, que potencializam os bons efeitos do prato.

Segundo Santos, trata-se de um artigo de ponto de vista, que traz conclusões científicas sobre o açaí. “É um artigo que tem como base um raciocínio clínico, que tem certa limitação em relação a palavras, tem que ser mais curto e objetivo. Como qualquer outro passa por um processo de revisão, por pares, pelo editor-chefe, e daí eles analisam a relevância disso”, explica.

Além de atender o interesse daqueles que têm uma afinidade com o açaí, os resultados do estudo também podem servir de recomendação para profissionais da área médica. “O impacto desse artigo é para o profissional que está na prática clínica, para ele ler e pensar qual seria a melhor forma de indicar [o açaí] a um paciente com hipertensão arterial. Ou seja, para o nutricionista que está na área clínica ou para o médico. Apesar de que o médico não pode prescrever dieta, teoricamente”, afirma Santos.

Atualmente, o nutricionista é aluno de mestrado pelo programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, da Faculdade de Medicina (Famed) da UFU, na área da nutrição clínica e esportiva. A publicação sobre o estudo do açaí aconteceu quando o pesquisador encontrava-se na graduação e serviu como motivador para a produção de mais publicações com artigos de revisões de literatura. “Assim, esperamos novos artigos, porque o açaí é algo regional, do Brasil, e não é tão estudado mundialmente. Sabemos que é complicado fazer uma pesquisa de intervenção bem feita aqui no país, por conta da demanda de dinheiro, principalmente em cidades que não são capitais”, conclui Santos.

Fonte: Comunica UFU

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