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Núcleo da UFU desenvolve técnica para quantificar tremores como Parkinson

Posted on 3 de setembro de 2019

Tecnologias para diagnósticos e tratamentos são focos do Niats

Saúde e bem-estar das pessoas, hoje em dia, pode envolver um fluxo constante de novos aplicativos, dispositivos conectados e inovações tecnológicas para hospitais. Tudo isso só é possível por meio do trabalho de equipes multidisciplinares, como é o caso do Núcleo de Inovação e Avaliação Tecnológica em Saúde (Niats) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O grupo de pesquisa conta com profissionais e pesquisadores de diferentes áreas, em especial das Ciências Biomédicas, Exatas e Engenharias, e tem como objetivo a elaboração de tecnologias que atuem em diagnósticos, tratamentos e reabilitação.

Atualmente, o núcleo, criado pelo professor e coordenador do curso de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica, Adriano de Oliveira Andrade, dentro da Faculdade de Engenharia Elétrica (Feelt/UFU), vem desenvolvendo técnicas para quantificação de tremores em pessoas com lesões que podem ou não ser originadas de doenças como a de Parkinson. O núcleo também desenvolve sensores de avaliação desses tremores e de sinais vitais indicativos de dor para aperfeiçoamento do tratamento nessas áreas.

Parkinson é uma doença degenerativa neurológica que pode causar tremores e lentidão. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem a doença. De acordo com dados do Hospital Israelita Albert Einstein, números não oficiais apontam que pelo menos 250 mil pessoas vivem com a doença no Brasil. Causada pela deterioração de neurônios, a doença de Parkinson é crônica e progressiva. Dentre as principais características da doença estão o tremor de repouso, tremor nas extremidades, instabilidade postural, rigidez de articulações e lentidão nos movimentos.

A doença de Parkinson é tratável e geralmente seus sinais e sintomas respondem de forma satisfatória às medicações existentes, porém, em alguns casos é necessário recorrer a práticas cirúrgicas para aliviar alguns de seus sintomas. De acordo com Andrade, a avaliação mais precisa dos tremores ou flutuações motoras em tempo real, por exemplo, ajudaria a tornar mais seguros os procedimentos cirúrgicos invasivos que visam ao tratamento da doença.

O desenvolvimento de tecnologias para as pessoas com doenças neurodegenerativas proporcionam alternativas de tratamento e diagnósticos mais precisos. “Buscamos trabalhar com problemas reais”, afirma o professor da UFU. Além disso, ele ressalta que o núcleo contribui para o reconhecimento científico da universidade e dos pesquisadores em um contexto brasileiro e internacional.

Niats

Os profissionais envolvidos no núcleo, criado em 2012, oferecem ao Hospital de Clínicas de Uberlândia (HCU/UFU) e outras instituições de pesquisa e saúde novas abordagens no tratamento de pacientes, inclusive de pessoas com deficiência. Os trabalhos desenvolvidos dentro do Niats são reconhecidos pelo Ministério da Saúde (mais especificamente pelo Departamento de Ciência e Tecnologia, Decit) e contam com pesquisas financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemi) e agências internacionais. Além disso, o núcleo faz parte da Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Rebrats).

Fonte: Comunica UFU

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