Natal nunca deixou de ter um significado ímpar na minha vida, sempre comemoramos em família, principalmente quando da época de moleque, no passado dos anos dessa vida. Eram muitas pessoas reunidas, tive tempo pra conviver com 03 avós que conheci, um casal paterno, mais uma avó e bisavó maternos. E outro muitos tios avós, alguns que se fizeram esquecidos pelo tempo, otros que foram pra o céu. Dos avós e a bisavó, tios avós, alguns tios, tias, até primos queridos Deus levou pra Ele. Hoje quando sento com minhas saudades tenho um misto de tristeza e felicidade que não consigo bem explicar. Não sei que dor é essa que se faria inócua se a vida fosse eterna. Consciente disso, que não, lamento, inconformado. Mas foram grandes eventos, muitas felicidade em meus natais passados.
Simples, mas eu podia correr com primos nas véspera de vários vinte cinco de dezembro que se fizeram nas nossas vidas. Época que só enxergávamos amor, não tínhamos domínio e nem destreza no exercicio do egoísmo, egocentrismo, amávamo-nos , éramos puros de coração, gostávamos de nos juntar. Em decorrência disso eu ainda acredito em Papai Noel e todo ano espero por esse aparecimento. Claro que hoje, ao contrário de meias eu coloco o coração na janela da vida, não ascendo a lareira do meu ódio pra que a chaminé da esperança fique livre pra que o amor entre. Claro que não é o bom velhinho que chega tocando renas flutuantes, distribuindo um saco de presentes, espero mais um abraço das pessoas que amo, para poder retribuir. Nunca pensei na neve com seus bonecos, porque nunca gostei de nada tão gelado, os corações, eu prefiro os prefiro quentes. Da minha adolescência lembro de uma certa turma que intitulávamos “do funil”, tão envolvente que nossos pais, daqueles que compunham o grupo participavam. Tive grandes amigos, ali uma gente que eu sempre amei, que lá mesmo eu perdi pra o tempo. Tinha violão, saxofone, tinha nosso nome, uma batucada que até desafiava, mas fazia show em nossos momentos, uma fanfarra. Até hoje, fato que começou ha muito, temos Folia de Reis, na miha tradicional familia.Não são os mesmos componentes de anos atrás, muitos já nos deixaram, mas tenho lá pessoas muito queridas na tradicional caminhada de Reis, pai, tios e primos. Oh saudade matadeira, que vem trazendo de volta uma tradição que há muito não acontecia, o juntar com os que descendem daquele nostálgico tempo da felicidade! Noel tá chegando aí, eu estou pronto pra recebê-lo, ainda na expectativa que a estrela de Belém reapareça no céu e me leve até a mangedora pra que eu possa ver o menino Jesus. Que esse seja um lindo Natal e possam receber o papai Noel em seus corações.
José Airton de Oliveira