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MADRUGALUA

Posted on 23 de julho de 2019

Autor: José Airton de Oliveira.

Hoje quando acordei a lua já tinha passado, era o último prazo da sua temporada de cheia, já minguava para sua nova fase. O brilho dos dias passados já não se fazia tão intenso, a escuridão era mais forte. Estava frio, dominado por ventos menos intensos, porém parecidos a navalha, penetrando a pele, era cortante. Enrolei-me a última vez nos cobertores, pelo vão da janela vi o céu ofuscado pela minha dificuldade de abrir os olhos, sentia sono e cansaço, mas motivado para o novo renascer. Não adepto às baixas temperaturas, optei por um banho bem quente, o que me confortava naquela higienização. Enquanto as horas passavam rápidas, eu me preparava para sair, veio-me uma canção à cabeça que murmurei o ritmo, um reggae, música que sempre me desperta, foi me oferecida pelos meus filho e filha num dia de aniversário, “Meu Pai é Rastafari”, me acham meio maluco do bem. Tenho melhorado minha maneira de existir, perdi a ambição, não morro mais por dedicar-me a possibilidade de estar rico, estou aprendendo a ser gente. Essas mudanças também mexem com a minha opção pelo ambiente que deverá me receber, onde eu fixe meu ninho. Quando pronto, vou compartilhá-lo com as árvores, estarei muito envolvido e envolto por elas, farei amizade com algumas espécies de bichos domésticos, vou adotá-los como meus, principalmente as aves. Quero ser anfitrião, ter um lugar para ser visitado que estimule a paz, de repetente o exótico, gótico, sem exageros, um canto para se fartar de felicidades, se falar e recitar a poesia, ter uma conversa ao pé do ouvido e contação de causos. Estou pensando em músicas, não proferidas por mim, não tenho afinação, mas uma cantoria coletiva, que logicamente estarei acompanhando o ritmo. Teremos a viola, ritmo musical ideal para lugar de mato, enquanto fumega comidas cozidas em fogões de lenha. Do lado de fora, as noites de vagalumes, alumiando nossas vidas com suas lanternas piscantes. Vamos fazer fogueiras para aquecer o frio de alguma das várias madrugadas, as quais possamos na empolgação exceder nas horas. Será o convite para conversações soltas e folgadas, quando o tema será a felicidade. Vou viver assim, sem hora para viver, sem compromisso com o relógio, poder comer sem fome, ser chamado pelo nome, aquele que aprouver. Sonho com o despertador ao cacarejo do galo que opta pelo costume de levantar cedo, onde sua preocupação será se alimentar e se preparar para o amor. Sairá em polvorosa correria atrás de suas fêmeas, na busca da cópula, na consumação de várias delas, visando a perpetuação da espécie. Será minha oportunidade de ver pássaros acordando nas algazarras do clarear do dia. Talvez não terei um regato, mas uma represa para talvez ver peixes vindo à superfície na busca de algum alimento, corpos caídos na águas e que possivelmente tenham sido inseto na noite que antecipou aquele momento. Resumindo, decidi ser feliz, para os momentos que me pautam e restam da vida, na certeza que nessa hegemonia serei um ser de boa índole, mesmo que não querido, compreendido, até criticado, mas serei do bem. Vou arranjar um tempo para contar histórias para meu pequeno neto, sei que ele vai me atravessar e colocar ações no conto que é meu. Eu deixo, claro que deixarei.

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