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Febre em crianças: quando se preocupar?

Posted on 14 de abril de 2020

A febre é uma das queixas mais comuns nos atendimentos pediátricos, correspondendo entre 20% e 30% das queixas em consultas e cerca de 65% das queixas no pronto atendimento. No entanto, ela não é uma doença e sim um sintoma. 

            A Dra. Letícia Alves Silva, pediatra no Hospital Santa Clara, esclarece sobre a febre “Ela é uma manifestação fisiológica do organismo a uma agressão, podendo ser decorrente de um quadro viral ou bacteriano. Ela aumenta o metabolismo do corpo e a imunidade, já que induz a produção de anticorpos e glóbulos brancos visando defender, dificultar e inibir a multiplicação dos agentes agressores. É considerado febre temperatura axilar igual ou superior a 37,8. Abaixo de 37,8 não é febre, é o que chamamos de “estado febril” e nessas ocasiões não é necessário usar antitérmicos, é possível somente dar um banho morno na criança”, concluiu a Dra. Letícia. 

            O antitérmico pode ser usado para diminuir a febre, o que irá melhorar o incômodo e mal-estar gerado nas crianças. Mas lembre-se que diminuir a febre não significa tratar a doença e não garante que a ela não irá retornar. 

Confira algumas situações que requerem alerta de acordo com a pediatra.

 

ü  Febre em recém-nascidos.

ü  Bebês menores de 3 meses com Temperatura maior que 38° ou menor que 35,5°.

ü  Febre acompanhada de abatimento, sonolência, confusão ou queda do estado geral e febre conjunta a vômitos e fortes dores de cabeça. 

ü  Febre persistente por mais de 72 horas.

 

Mas lembre-se sempre que:

ü  Febre não é doença e sim um sintoma.

ü  Antibiótico não trata febre.

ü  Não use antitérmicos fora de horário.

ü  Não há necessidade e nem indicação de usar antitérmicos antes das vacinas.

ü  O objetivo dos antitérmicos é trazer conforto para a criança.

ü  Usar álcool no banho não é recomendado.

 

“Os pais devem observar a criança, intensificar a hidratação e manter atenção aos sinais de gravidade. Vale lembrar que orientações não substituem a consulta e avaliação médica, o pediatra deve sempre tratar a causa da febre.”, finaliza Dra. Letícia.

Fonte: Kompleta Comunicação

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