Conhecida como a Síndrome de Takotsubo, ela pode atingir todas as idades, mas é mais comum em mulheres após os 40 anos.
“Meu coração dói”. Certamente você já ouviu de alguém essa afirmação, que pode ter sido dita após o fim de um relacionamento amoroso, da perda um parente ou amigo querido. E, não, a frase não é um exagero. Essa pessoa pode estar com sintomas da Síndrome do Coração Partido e é sobre ela que vamos falar no Dia Mundial do Coração, comemorado no dia 29 de setembro.
“A tristeza extrema ou angústia podem realmente levar à dor real no coração. Essa relação que muitos fazem entre cérebro e coração não é só algo romântico. É real”, afirma o cardiologista do Santa Genoveva Complexo Hospitalar, Vilmar Pereira.
Sintomas como dor no peito, sudorese, dificuldade para respirar e arritmias são sintomas que podem ser comuns ao infarto agudo do miocárdio. A Síndrome do Coração Partido ou Síndrome de Takotsubo, como é cientificamente conhecida, é um fenômeno que mimetiza o infarto agudo do miocárdio, onde os sintomas e o eletrocardiograma são muito semelhantes ao infarto, mas diferentemente deste, na síndrome do coração partido não há o envolvimento obstrutivo das artérias do coração.
Segundo o cardiologista, a síndrome se dá após um momento de grande estresse, seja emocional ou de qualquer natureza, até mesmo um estresse pós um procedimento cirúrgico. “Conseguimos ver nos exames de imagem que o coração sofre uma alteração na anatomia e seu formato fica semelhante à uma botija. É uma alteração regional do movimento de contração do coração, mas não há qualquer relação com a irrigação coronária, que neste caso está livre de obstruções”, explica Vilmar.
A angústia ou tristeza intensa também podem levar à Síndrome do Coração Partido. “É importante dizer que, apesar de ser mais comum em mulheres de meia idade, pode acometer indivíduos em qualquer faixa etária, até mesmo crianças e idosos. Ela está relacionada à uma descarga em excesso de adrenalina, causada por um momento de estresse, luto, pânico e/ou ansiedade”, completa o médico.
Como os sintomas iniciais podem ser confundidos, à princípio, com um infarto agudo do miocárdio, o diagnóstico só é fechado após todos os exames serem realizados e excluindo a existência de uma obstrução coronariana. “O diagnóstico é confiável e o tratamento é apenas de suporte, visando minimizar a dor e os demais sintomas. A Síndrome do Coração Partido é reversível, mas, em alguns casos, mesmo que mais raros, podem levar à uma insuficiência cardíaca e, até mesmo, à morte. Por isso, não subestime a dor do outro. Uma dor de amor é real e pode ter consequências mais sérias à nossa saúde”, finaliza o médico.
Fonte: Prelo Comunicação