Quais são os olhos que veem? Os que brilham num rosto difundido em várias cores para encantar os que os olham? Pude constatar que só enxergam os que utilizam o coração. Diante dessa verdade logicamente a visão tem uma maneira própria de se fazer existir, não depende unicamente da função de definir e identificar imagens. Realmente o ser humano vale mais que aquilo que garante estar vendo, ele é o que decide enxergar, principalmente quando opta por ver a verdade. Hoje eu consigo identificar os verdadeiramente cegos. Existem milhões deles habitando nosso mundo e receio estar entre eles, mas luto contra isso. São seres que definham por não exercerem a coragem de encarar sua existência, param nas adversidades da vida. Na maioria das vezes quedam lastimosos, potencializando a dó, sentindo pena de si próprios, se obrigando a buscar a dependência sarcástica, contribuindo para que seja visto como coitado, um ser fragilizado sem vontade própria. Já existe um tempo, quase que diariamente, recebo uma saudação de voz, revelada por uma pessoa que enxerga mil vezes à frente, à minha frente. Homem digno que faz do Jornalismo sua existência, subsistência, a permanência na mídia. Eu não sabia que a escuridão que cobre seus olhos lhe credencia a enxergar muito mais longe e com tantas minúcias. Estou tirando proveito da minha oportunidade de ser aluno, sapiente, tentando captar um pouco da gentileza e hombridade dessa pessoa. Quanto mais busco olhar o mundo, descubro que a cegueira é subjetiva e muito diferente da determinação. Tenho conhecido verdadeiros heróis que não usam armas, mas enfrentam grandes batalhas. Seres dotadas de superpoderes, a coragem, e com o dom de encantar a vida, catando nelas suas oportunidades vistas com a alma. Eu agora estou descobrindo o verdadeiro sentido de se viver, já depois de muito tempo da minha existência. Diante dessa perspectiva me arrependo por não ter feiro isso antes e esperado tanto. Mesmo enxergando muito pouco ainda, estou certo que vejo menos do que sei, porque muita coisa percebo só com olhos, não deixo chegar no coração. Não vou precisar de bengalas para seguir meus caminhos, mas me amparar às mãos daqueles que não usam somente os olhos para visualizarem o verdadeiro sentido da existência. Aqueles que ignoram matéria e sabem muito bem decifrar as vontades de Deus. Esses seres existem, pude conhecer Wellington, criador do site Alo Uberlandia
homem de Deus, e uma filha, aconteceu num evento de Moção de Aplausos na minha cidade, Uberlândia. Eu pude ver o brilho nos olhos deles, uma condecoração por serviços prestados à nossa comunidade. Ali, enquanto coadjuvante, pude perceber que ele, protagonista, enxerga muito mais longe que eu na minha dificuldade de decifrar felicidade. Diante dessa minha deficiência, descobri que poderei enxergar de novo e entender o quanto a vida é bela, basta crer. Não preciso mais temer cantos escuros, mas seguir em paz minha jornada.
Texto: José Airton de Oliveira
