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Adolescentes brasileiros lideram o ranking quando o assunto é cirurgia plástica

Posted on 24 de maio de 2019

Vários fatores devem ser analisados quando a cirurgia ocorrer durante essa fase

 

A adolescência é definida como o período entre a infância e a fase adulta, em que a vida é marcada pelas transformações biológicas, corporais e comportamentais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a adolescência vai dos dez aos 20 anos, e é o período em que eles buscam a perfeição a qualquer custo. Grande influência vem da opinião de amigos e de padrões impostos por campanhas, novelas e a mídia. 

De acordo com Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos houve um crescimento de 141% no número de procedimentos entre jovens de 13 a 18 anos. O último censo realizado em 2016 pela Sociedade mostrou que foram realizadas 1.472.435 cirurgias estéticas ou reparadoras no Brasil. Desse dado, 97 mil (6,6%) procedimentos foram em pacientes com até 18 anos. 

“A fase da adolescência é uma fase de construção da personalidade. Por isso, a autoestima e a necessidade de sentir-se bem são questões fundamentais e constantes essenciais na decisão de realizar uma cirurgia plástica”, ressalta Dr. Francisco Naves, cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Ele ainda destaca a importância de procurar um cirurgião competente para discutir com detalhes todas as intenções. Só o cirurgião é capaz de avaliar a maturidade física e emocional do paciente. 

Os procedimentos mais procurados pelos adolescentes são: redução ou aumento das mamas, ginecomastia, lipoaspiração, rinoplastia e otoplastia. Dessas, normalmente a rinoplastia e redução das mamas são cirurgias para corrigir algum problema de saúde. “Recomenda-se aguardar até os 18 anos para que algum procedimento seja realizado. Mas o paciente deve ter total compreensão dos riscos, deve entender que a recomendação é a evolução física, pois estão em fase de transformação”, finaliza Francisco. 

Sendo assim, é sugerida uma conversa com o cirurgião em conjunto com o paciente e os responsáveis. Todos devem estar cientes que os riscos de um procedimento cirúrgico são os mesmos de qualquer outro, mas que a chance de frustração pode ser maior pelo fato de haver expectativas que são causadas pela fase. “É essencial que o corpo esteja completamente formado. Mas se esse for o desejo, as esperanças devem ser realistas e o adolescente deve estar bem física e emocionalmente”, conclui.

Fonte: Assessoria – Serifa Comunicação

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