A Polícia Civil de Uberlândia realizou nesta segunda-feira, 04 de Novembro, uma das maiores operações de combate ao crime contra o meio ambiente e para desmantelar um esquema de loteamentos irregulares na zona rural.
Batizada de Operação “Terra Sem Lei”, a ação envolveu cerca de 120 policiais civis do 9º Departamento de Policia Civil e da Delegacia de Combate aos Crimes contra o Meio Ambiente de Belo Horizonte, e representantes do Ministério Público Estadual, cujo órgão atuou desde as investigações em conjunto com a Polícia Civil uberlandense.
De acordo com o chefe do 9º Departamento de Polícia Civil, Marco Tadeu de Brito Brandão, a ação é um desdobramento da Operação “Desbravamento da Terra Prometida”, realizada no primeiro semestre com o mesmo objetivo.
Na ação desta segunda-feira, em balanço apresentado pelas autoridades, 33 pessoas tinham sido presas mediante mandado de prisão, 43 mandados de busca e apreensão estavam sendo cumpridos.
Os suspeitos seriam ouvidos por uma força tarefa e depois encaminhados ao presídio Professor Jacy de Assis.
“Temos que destacar dois fatores importantes nessa operação. O primeiro é a parceria com o Ministério Público Estadual, que desde o início está atuando em conjunto com a Polícia Civil. O segundo é o profissionalismo e a dedicação dos nossos policiais, todos empenhados no êxito desta operação”, salientou Marcos Tadeu.
Da área do 9º Departamento de Polícia Civil participaram delegados, escrivães e investigadores de Uberlândia, Araguari e Uberaba. “A operação combateu os crimes de grilagem de terra, estelionato e contra o meio ambiente”.
Durante entrevista coletiva, representantes da força tarefa falaram sobre a ação e salientaram que as investigações vêm sendo realizadas há algum tempo. Os suspeitos citaram estar envolvidos em loteamentos clandestinos, em especial chácaras na zona rural. Eles invadiam grandes áreas rurais e depois fracionavam em terrenos. Mais de 100 terrenos foram encontrados e estão sob investigação.
O delegado de Furto e Roubos Rurais, Daniel Batista Azevedo, salientou que os envolvidos vão responder a processos criminais. Dentre os investigados estão empresários, imobiliárias, advogados e pessoas envolvidas nos crimes.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Polícia Civil de Uberlândia (MG)
