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Operação poderoso Chefão

Posted on 25 de outubro de 2019

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL NO COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

– GAECO – NOTA DE IMPRENSA – OPERAÇÃO O PODEROSO CHEFÃO

O GAECO de Uberlândia/MG, contando com o apoio

de Policiais Militares e Civis lotados na 9ª Região Integrada de

Segurança Pública deflagrou, na presente data, na cidade de

Uberlândia/MG, a Operação O Poderoso Chefão.

A operação tem como foco de investigação

organização criminosa atuante no desvio de recursos públicos oriundos

de contratos de prestação de serviço público municipal de transporte de

alunos.

As investigações apontam que por meio da associação

ATP (suposta sigla de ALEXANDRE TODO PODEROSO), a

organização criminosa desviou, somente no ano de 2016, 7 (sete)

milhões de reais da Prefeitura Municipal de Uberlândia/MG.

A organização criminosa contava com sofisticado

esquema para lavagem dos recursos obtidos criminosamente, por meio

de diversas empresas constituídas em nome de dirigentes da

COOPASS e da ATP, bem como de laranjas utilizados pelo consórcio

criminoso.

Foram cumpridos 16 (dezesseis) mandados de prisão

preventiva em face de 16 (dezesseis) investigados, sendo certo que um

deles já se encontrava recolhido no Presídio Jacy de Assis.

O Poderoso Chefão também investiga crimes

previstos na Lei de Licitações, especificamente a contratação de

escritório de advocacia para assessoramento técnico-jurídico da CPI das

Vans (CPI nº 001/15 da Câmara Municipal de Uberlândia/MG).

Dos 16 (dezesseis) investigados, atualmente 3 (três)

ocupam cargos de Vereador da cidade de Uberlândia/MG, e outro

exerceu, no passado, o cargo de Controlador Geral da Câmara

Municipal de Uberlândia.

Há indícios de que a organização criminosa ainda atue

com o mesmo modus operandi, utilizando-se de uma das empresas do

grupo econômico (LIMIAR TRANSPORTES LTDA) para prestação do

serviço municipal de transporte de alunos em Araguari/MG.

O dado que chama atenção é o valor médio pago por

quilometro rodado no município vizinho (R$ 4,00 – quatro reais),

enquanto em Uberlândia/MG o valor pago é de R$ 1,79 (hum real e

setenta e nove centavos).

O próprio município de Araguari/MG, no ano de 2018,

pagava para outra empresa – não pertencente ao grupo econômica da

organização criminosa – o valor de R$ 1,85 (hum real e oitenta e cinco

centavos) por quilometro rodado.

Foram ainda cumpridos 18 (dezoito) mandados de

busca e apreensão, bem como foi determinado o sequestro de bens e

valores dos investigados no limite de 7 (sete) milhões de reais.

OPERAÇÃO MERCÚRIO – 2ª FASE

Foi ainda deflagrada, na data de hoje, pelo GAECO de

Uberlândia, com apoio da Corregedoria Geral da Polícia Civil e do 9º

Departamento de Polícia Civil de Minas Gerais, a 2ª Fase da Operação

Mercúrio.

O foco da segunda fase da Operação Mercúrio é a

apuração de crimes de corrupção passiva e ativa, envolvendo Policiais

Civis de Uberlândia e integrantes de organização criminosa atuante no

ramo de roubo de caminhões e cargas.

Foram cumpridos 3 (três) mandados de prisão preventiva,

em face de 2 (dois) Delegados de Polícia e 1 de (um) Investigador de

Polícia.

Também foram cumpridos 3 (três) mandados de busca e

apreensão.

OPERAÇÃO TORRE DE BABEL – 2ª FASE

Por fim, nesta data, o GAECO de Uberlândia/MG, com apoio

de Policiais Militares e Civis da 9ª Região Integrada de Segurança

Pública, da Corregedoria Geral da Polícia Civil, do GAECO de Patos de

Minas/MG, do GAECO de Goiás, da Polícia Militar do Estado de Goiás

(COD) e de Policiais Militares do 34º Batalhão de Polícia Militar de Minas

Gerais, deflagrou, nas cidades de Uberlândia/MG, São Gotardo/MG,

Belo Horizonte/MG, Goiânia/GO e Itumbiara/GO, a 2ª fase da Operação

Torre de Babel.

A segunda fase da Operação Torre de Babel constitui novo

desdobramento da Operação Dominó, especificamente a organização

criminosa chefiada por Anderson Modesto Cunha, por meio da

empresa Elite Trucks,

Foram cumpridos 69 (sessenta e nove) mandados de

prisão preventiva e 1 (um) mandado de prisão temporária em face de 57

(cinquenta e sete) investigados, além de 54 (cinquenta e quatro)

mandados de busca e apreensão.

Foi também determinado o bloqueio de bens e valores

no limite de 5 (cinco) milhões de reais, em face de três investigados em

razão da prática de crimes de lavagem de dinheiro.

Entre os 57 (cinquenta e sete) investigados, 5 (cinco)

são Policiais Militares e 5 (cinco) são Policiais Civis.

Dos 57 (cinquenta e sete) investigados, 11 (onze) já se

encontravam recolhidos no Sistema Prisional de Minas Gerais.

NÚMEROS FINAIS

76 INVESTIGADOS

88 MANDADOS DE PRISÃO PREVENTIVA

1 MANDADO DE PRISÃO TEMPORÁRIA

75 MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO

BLOQUEIO DE BENS E VALORES NO TOTAL DE 12 MILHÕES DE REAIS

2 PROMOTORES DE JUSTIÇA DO MPMG

240 POLICIAIS MILITARES DE MINAS GERAIS

29 POLICIAIS CIVIS DE MINAS GERAIS

14 POLICIAIS MILITARES DE GOIÁS

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