MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL NO COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
– GAECO – NOTA DE IMPRENSA – OPERAÇÃO O PODEROSO CHEFÃO
O GAECO de Uberlândia/MG, contando com o apoio
de Policiais Militares e Civis lotados na 9ª Região Integrada de
Segurança Pública deflagrou, na presente data, na cidade de
Uberlândia/MG, a Operação O Poderoso Chefão.
A operação tem como foco de investigação
organização criminosa atuante no desvio de recursos públicos oriundos
de contratos de prestação de serviço público municipal de transporte de
alunos.
As investigações apontam que por meio da associação
ATP (suposta sigla de ALEXANDRE TODO PODEROSO), a
organização criminosa desviou, somente no ano de 2016, 7 (sete)
milhões de reais da Prefeitura Municipal de Uberlândia/MG.
A organização criminosa contava com sofisticado
esquema para lavagem dos recursos obtidos criminosamente, por meio
de diversas empresas constituídas em nome de dirigentes da
COOPASS e da ATP, bem como de laranjas utilizados pelo consórcio
criminoso.
Foram cumpridos 16 (dezesseis) mandados de prisão
preventiva em face de 16 (dezesseis) investigados, sendo certo que um
deles já se encontrava recolhido no Presídio Jacy de Assis.
O Poderoso Chefão também investiga crimes
previstos na Lei de Licitações, especificamente a contratação de
escritório de advocacia para assessoramento técnico-jurídico da CPI das
Vans (CPI nº 001/15 da Câmara Municipal de Uberlândia/MG).
Dos 16 (dezesseis) investigados, atualmente 3 (três)
ocupam cargos de Vereador da cidade de Uberlândia/MG, e outro
exerceu, no passado, o cargo de Controlador Geral da Câmara
Municipal de Uberlândia.
Há indícios de que a organização criminosa ainda atue
com o mesmo modus operandi, utilizando-se de uma das empresas do
grupo econômico (LIMIAR TRANSPORTES LTDA) para prestação do
serviço municipal de transporte de alunos em Araguari/MG.
O dado que chama atenção é o valor médio pago por
quilometro rodado no município vizinho (R$ 4,00 – quatro reais),
enquanto em Uberlândia/MG o valor pago é de R$ 1,79 (hum real e
setenta e nove centavos).
O próprio município de Araguari/MG, no ano de 2018,
pagava para outra empresa – não pertencente ao grupo econômica da
organização criminosa – o valor de R$ 1,85 (hum real e oitenta e cinco
centavos) por quilometro rodado.
Foram ainda cumpridos 18 (dezoito) mandados de
busca e apreensão, bem como foi determinado o sequestro de bens e
valores dos investigados no limite de 7 (sete) milhões de reais.
OPERAÇÃO MERCÚRIO – 2ª FASE
Foi ainda deflagrada, na data de hoje, pelo GAECO de
Uberlândia, com apoio da Corregedoria Geral da Polícia Civil e do 9º
Departamento de Polícia Civil de Minas Gerais, a 2ª Fase da Operação
Mercúrio.
O foco da segunda fase da Operação Mercúrio é a
apuração de crimes de corrupção passiva e ativa, envolvendo Policiais
Civis de Uberlândia e integrantes de organização criminosa atuante no
ramo de roubo de caminhões e cargas.
Foram cumpridos 3 (três) mandados de prisão preventiva,
em face de 2 (dois) Delegados de Polícia e 1 de (um) Investigador de
Polícia.
Também foram cumpridos 3 (três) mandados de busca e
apreensão.
OPERAÇÃO TORRE DE BABEL – 2ª FASE
Por fim, nesta data, o GAECO de Uberlândia/MG, com apoio
de Policiais Militares e Civis da 9ª Região Integrada de Segurança
Pública, da Corregedoria Geral da Polícia Civil, do GAECO de Patos de
Minas/MG, do GAECO de Goiás, da Polícia Militar do Estado de Goiás
(COD) e de Policiais Militares do 34º Batalhão de Polícia Militar de Minas
Gerais, deflagrou, nas cidades de Uberlândia/MG, São Gotardo/MG,
Belo Horizonte/MG, Goiânia/GO e Itumbiara/GO, a 2ª fase da Operação
Torre de Babel.
A segunda fase da Operação Torre de Babel constitui novo
desdobramento da Operação Dominó, especificamente a organização
criminosa chefiada por Anderson Modesto Cunha, por meio da
empresa Elite Trucks,
Foram cumpridos 69 (sessenta e nove) mandados de
prisão preventiva e 1 (um) mandado de prisão temporária em face de 57
(cinquenta e sete) investigados, além de 54 (cinquenta e quatro)
mandados de busca e apreensão.
Foi também determinado o bloqueio de bens e valores
no limite de 5 (cinco) milhões de reais, em face de três investigados em
razão da prática de crimes de lavagem de dinheiro.
Entre os 57 (cinquenta e sete) investigados, 5 (cinco)
são Policiais Militares e 5 (cinco) são Policiais Civis.
Dos 57 (cinquenta e sete) investigados, 11 (onze) já se
encontravam recolhidos no Sistema Prisional de Minas Gerais.
NÚMEROS FINAIS
76 INVESTIGADOS
88 MANDADOS DE PRISÃO PREVENTIVA
1 MANDADO DE PRISÃO TEMPORÁRIA
75 MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO
BLOQUEIO DE BENS E VALORES NO TOTAL DE 12 MILHÕES DE REAIS
2 PROMOTORES DE JUSTIÇA DO MPMG
240 POLICIAIS MILITARES DE MINAS GERAIS
29 POLICIAIS CIVIS DE MINAS GERAIS
14 POLICIAIS MILITARES DE GOIÁS
