Autoria: José Airton de Oliveira.
Um dia escrevi um texto, foi meu pretexto para me calar, então hoje sou mais escrita, prefiro parafrasear, contar com o lápis na mão, então sou mais leitura do que ouvidos. Transformei-me num rabiscador constante, prefiro o grafite à tinta, tenho rimas para dar entonação, musicalizar meu texto. Então escrevo lamentos, narro meus pensamentos, acontecimentos, os mais improváveis, quando a probabilidade é muito pequena. Relato sonhos, também os bisonhos, se tenho os pesadelos, que são raros, os bons me são caros. Eu gosto de fatos do coração, consternação, tudo voltado para a felicidade, alegria, quando faço desses momentos alegoria, para fazer do dia e a noite sem açoite. Explano sobre Deus, pois tenho minha fé, então apesar de leigo, mapeio meus entendimentos da forma que reconheço, devido a fatos que aconteceram comigo, onde milagrosamente tenho me salvado. Gosto do uso da borracha, porque aprendi que se pecados são perdoados, alguns erros de menor proporção devem ser apagados, os de maiores corrigidos e refeitos da forma correta e reta. O mesmo grafite que escreve meus textos, também protagonizam meus desenhos, mas não sem empenho para melhorar, corrigindo os pontos negativos, inaproveitáveis, não uso cores, deixo que sejam fantasiadas pelos observadores, geralmente faço em preto e branco, criatividade que eu banco, enquanto apenas um amador. Falo de amor, da dor, faço me opor, do sol da lua, descrevo a rua, aquela que passo e repasso, quando não sei onde vou ou o que faço. Mas não me disfarço, sou apaixonado pelo desconhecido, se não me faço esquecido. Guardo na memória toda minhas história, cada uma das partidas, das idas das minhas pessoas queridas, que abriram feridas, quando partiram. É, vou agora, bem nesta hora parando por aqui, se quiserem saber vou por ai, para bem distante, onde eu possa meu encontrar sozinho, para num tempo qualquer, encontrar quem me quer, simplesmente quem tenha um pouco de amor, que queira compartilhar.