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Formigamento na metade da mão pode indicar Síndrome do Túnel do Carpo

Posted on 4 de julho de 2019

Formigamento, dormência e dor na mão, podem indicar Síndrome do Túnel do Carpo, uma neuropatia compressiva do nervo mediano que acomete cerca de 3 a 4% da população. De acordo com o The Open Orthopaedics Journal são 300 casos novos para cada 100 mil habitantes. O Dr. Maurício Maia, ortopedista especialista em cirurgia da mão e microcirurgia, participou do Santa Clara Responde de Julho e esclareceu as principais dúvidas sobre o assunto. 

Dr. Maurício alerta para a dormência e formigamento nas pontas dos dedos, principalmente, no primeiro, segundo, terceiro e na metade do quarto dedo. “Os sintomas são piores pela noite e no inicio da manhã. Dor no punho, no antebraço e, nos casos mais graves, dificuldade de manipulação dos objetos, também poder ser indicativos da neuropatia”, explica o ortopedista. 

Quanto às causas, o especialista reforça que, qualquer condição que aumente a pressão do canal que passa pelo nervo mediano, pode desencadear os sintomas. “Geralmente, essa patologia é idiopática, ou seja, não possui uma causa definida. Porém, mulheres de 40 a 60 anos e na menopausa, gestantes, trabalhadores que utilizam por tempo prolongado a flexão do punho e pacientes com diabetes, hipotireoidismo, artrites reumatoides ou faturas prévias do punho possuem maior predisposição à doença”, esclarece Dr. Maurício.

                De acordo com o ortopedista, uma boa conversa com o paciente e o exame físico feito de forma correta costuma ser suficiente para identificar a síndrome. “Para complementar o diagnóstico, pode ser realizado os exames de eletroneuromiografia e a ultrassonografia”, pontua o especialista. 

                O tratamento nem sempre é cirúrgico, Dr. Maurício explica que nos casos iniciais e leves, a fisioterapia, o uso de órtese noturna, anti-inflamatórios e corticoides são uma alternativa. “Caso o paciente não apresente melhora com o tratamento e, também, nos casos mais graves, é indicado o processo cirúrgico, que pode ser feito via aberta ou endoscópica. Ambos possuem a mesma taxa de sucesso”, finaliza o ortopedista.

Fonte: Kompleta Comunicação

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