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Imensurável

Posted on 4 de julho de 2018

Vou tentar fundamentar aqui meu entendimento sobre esse sentimento que não se mensura, o amor. Como não sou avesso às adversidades, não serei intimidado pelas críticas que porventura surgirem sobre essa minha explanação, devida à complexidade e abrangência do tema. Como justiticar um sentimento que nos transforma tanto, revira toda nossa vida, por outra vida que de repente descobrimos no acaso. Por mais que conheçamos o ser que a contém, somos mexidos e remexidos, invadidos sem que permissidades. Eu cheguei a conclusão que a paixão, que é uma ramificação do amor, acontece de forma tão surpreendente, desestrutura totalmente a nossa consistência enquanto ser pensante. Esse sentimento não acontece porque encontramos a melhor pessoa do mundo, mas o melhor do mundo numa pessoa. A grande missão é lhe dar com isso quando não há correspondência, o ser humano não é adapto a unilateridade de sentimentos, sendo assim, vejo ai uma ponta de injustiça, porque entendo que o gostar deveria ser uma coisa mútua, nada do controverso. O desolador é querer aquilo que será pra sempre uma pretensão, ou nem isso. Dessa forma o que não se explica vira mistério, então amar é dedicar a uma inexplicável proposta de vida, na busca para encontrar o que não se buscava e acabou acontecendo de forma inesperada. É isso mesmo? Não sei nem se pode ser tratado assim. Pode repetir? Entendo que não, nem mesmo com a mesma pessoa, se acontece, permanece ou apenas troca-se protagonistas. Acontecido uma vez, jamais se aparará, porque ficam cicatrizes, como tatuagens cavoucadas na pele e alma. Produz frutos, geralmente bons, que não estarão, de repente, imunes aos malefícios da existência. Mas é isso, somos humanos, avaliando por esse contexto, nada é satisfatório para um ser que não se satisfaz consigo mesmo. Volúvel por natureza, humano por conceituação, o objeto homem não valoriza sentimentos e aventura-se na busca por novas oportunas chances de ser feliz ou contraditoriamente infeliz. Claro que na minha concepção a maior infidelidade é aquela que praticamos contra nós mesmos, nos entregamos às insensatez da nossa inconsciência e perdemos a chance de termos, vivermos e sentirmos o amor de verdade, aquele nos provoca, que nos distorce, provoca desejos e vontades. Chances perdidas gratuitamente em nome às vezes do pudor, das normas, por pura falta e propriedade no ato de avaliar o quanto nos valemos, quando realmente expomos e praticamos nossos desejos, alimentamos e nutrimos nosso coração. Mas o que tem o músculo com o sentimento? Talvez nada, ou de repente tudo, a semelhança justifica-se pelo fato de ambos motivarem a existência do ser enquanto criatura. Logicamente minhas divagações por mais complexas que possam ser não sinonimizarão o amor. Conclui-se que amar não explica, não textua, não conceitua, pratica-se. Ama-se e muito.

Texto de José Airton de Oliveira

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