De repente vem a realidade bate à nossa porta e nos conta que não é fácil ser feliz em meio à tantas aflições. Aponta-nos o quanto é cruel ver o mundo desabando sem que possamos ao menos pressentir qualquer manifestação de paz. Estamos cansados, fragilizados psicologicamente diante de tantas coisas que nos afligem, que já não se pode mais ignorar.Infelizmente assistimos passivos a perda de pessoas queridas, outras que nem conhecemos, todos sendo levadas todos os dias, tiradas de nós como simples objetos de descarte, socados pela brutalidade insandecida da violência gananciosa, que alimenta a alma de verdadeiros zumbis, frutos dessa nossa sociedade inóspita. Está à mostra da nossa fragilidade, o que estão fazendo, contribuindo para que o nosso psicólogo fique cada vez mais abalado, transmitindo-nos insegurança, medo, aquela sensação ruim, como se tudo pudesse mudar em questão de instantes para muito pior. Percebe-se que a opressão está tomando conta do mundo, todos os dias assistimos inertes nosso futuro sendo decidido por pessoas gananciosas , cruéis, gente que sequer enxerga a necessidade básica de um povo. São como animais tirando muito do pouco que se tem. A pouca ou nenhuma esperança, que outrora fora fator de motivação, vem deixando de ser a mola propulsora que nos possibilita correr atrás dos sonhos. Essa é a nossa realidade, o pobre ficando mais pobre e o rico mais rico, tornando cada vez mais precária a nossa sobrevivência. Esperar o quê? Não tem como não se envolver, compartilhar das dores alheias, não chorar ao vermos crianças, velhos , jovens sendo deixados de lado como meros objetos de descartes. A ganância humana é um dos fatores de motivação que cada vez mais vem sugando às nossas vidas, nos fazendo perder as forças e parte do todo que somos também. Hoje uma atitude de amor, um ato de bondade se destaca, transformado em noticiário. Eh, esta tudo errado, ninguém mais protege o inocente, não se distingue o decente, estamos todos à mercê da violência, vivendo em uma prisão com celas sem grades, soltos, mas escravos do descaso. Filhos de uma falsa democracia que nos transforma em fantoches amordaçados, meros espectadores assistindo de longe essa opressão que nos tolhe, fragilizando ainda mais nossa mísera posição de povo. Precisamos buscar mudança, intuito que deve começar por nós, em nossas casas, nossas famílias, nossos amigos, não podemos ignorar. Se hoje somos as vítimas, ontem foram nossos pais, amanhã serãonossos filhos. Eu creio, tenho uma proposta, sugiro que espalhemos o amor, que falemos de amor, exerçamos o bem sem esperar nada em troca,. Vamos falar de Deus sem ter vergonha de expressar a fé que temos dentro de nós. Não precisamos mudar o mundo, mas torná-lo suportável, pois assim sendo, alcançaremos a verdade.
Autoria:
Ana Gomes
Redação e cooparticipacao:
José Airton