Com o tema “Conexão, Redes e Interações”, a programação reúne mais de 250 coreografias inscritas para a mostra competitiva e não-competitiva no teatro municipal, além dos palcos livres, ações formativas e espetáculos em diferentes espaços de Uberlândia.
Uberlândia recebe, a partir do dia 11 de julho, a 32ª edição do Festival de Dança do Triângulo. Com o tema “Conexão, Redes e Interações”, a programação segue até 2 de agosto, com mostras competitivas e não competitivas, oficinas, mesas de debate, palcos livres e apresentações de artistas convidados.
Realizado desde 1986, o Festival de Dança do Triângulo é um dos eventos mais tradicionais da área no país e tem trajetória ligada à formação, difusão e circulação da dança no Triângulo Mineiro. A edição de 2026 é realizada pela Associação dos Profissionais da Dança de Uberlândia, APDU, entidade que atua há 14 anos na área cultural e que assumiu a realização do festival nos últimos anos.
Em 2025, o evento chegou à 31ª edição e envolveu 12.200 pessoas, entre público, equipe, artistas locais e nacionais. Para este ano, a proposta é ampliar as conexões com festivais, associações, artistas, instituições e agentes culturais que contribuem para a manutenção do festival ao longo de mais de três décadas.
Para Vanilton Lakka, presidente da APDU e coordenador do Festival de Dança do Triângulo, a edição deste ano reforça o papel do festival como espaço de articulação entre artistas, instituições e público. “Fica cada vez mais evidente que as conexões locais, regionais, nacionais e internacionais são de suma importância para a manutenção do FDT, assim como a capacidade que o festival tem de interferir na vida das pessoas, sejam elas artistas ou público”, afirma Vanilton Lakka.
A 32ª edição conta com a continuidade da parceria com o Sesc, UFU, com a Virada Cultural, com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Uberlândia, e com a câmara legislativa nas figuras dos vereadores Fabão e Igino, e com a novas parcerias com a GODANÇAS, Associação de Dança de Goiás e com a APAE. A programação está organizada em quatro eixos: Mostras Competitiva e Não Competitiva; Seminário Pedagógico, com oficinas e mesas; Palcos Livres; e apresentações de companhias e artistas convidados.
Mostra reúne mais de 250 coreografias
As Mostras Competitiva e Não Competitiva serão realizadas nos dias 24, 25 e 26 de julho, no Teatro Municipal de Uberlândia, nos períodos da tarde e da noite. Neste ano, mais de 250 coreografias foram inscritas.
As apresentações contemplam modalidades como sapateado, dança popular, ballet clássico de repertório, ballet clássico livre, jazz, danças urbanas, estilo livre e dança contemporânea. Os trabalhos serão distribuídos nas categorias infantil, juvenil, adulto, +40 e +50.
O corpo de jurados será composto por especialistas de São Paulo, Goiânia e Rio de Janeiro. Além da avaliação das apresentações, os profissionais irão elaborar pareceres que serão disponibilizados aos diretores dos grupos por meio de uma plataforma contratada pelo festival.
De acordo com Vanilton Lakka as mostras também cumprem uma função formativa ao oferecerem aos grupos participantes uma experiência estruturada de apresentação e avaliação. “A Mostra possibilita que escolas, estudantes de arte e artistas já em atuação apresentem seus trabalhos em um contexto responsável, cuidadoso e tecnicamente preparado. Para muitos desses artistas, essa é a primeira experiência em um palco da dimensão do Teatro Municipal. Por isso, a devolutiva dos jurados é tão importante: ela contribui para o amadurecimento dos grupos e para o desenvolvimento das trajetórias na dança”, afirma Vanilton Lakka.
Seminário Pedagógico terá oficinas e mesas de debate
A programação formativa do Festival de Dança do Triângulo contará com oficinas voltadas a diferentes linguagens da dança. Entre os profissionais convidados estão Filipi Ursão, do Rio de Janeiro, com Danças Urbanas; Rosa Antuña, de Minas Gerais, com Improvisação para Teatro e Dança; Ariadna Vaz, de Goiás, com Jazz Dance; Gabrielle Huang, de São Paulo, com Dança do Ventre; B.boy Rato, de Minas Gerais, com Breaking, Top Rocking e Percepção Musical; e Marina Nabais, de Portugal, com Design Coreográfico.
O Seminário Pedagógico também terá a mesa de discussão com o tema “Como Vender sua Coreografia sua coreografia, espetáculo ou performance”. A ideia é discutir aspectos para profissionalização no campo da dança na cidade.
As oficinas acontecem no Sesc Uberlândia, localizado na Rua Benjamin Constant, 844, no bairro Nossa Senhora Aparecida. As inscrições têm valor de R$ 20.
Palcos livres levam a dança para outros espaços da cidade
A abertura da programação será no dia 11 de julho, às 17h, com o Palco Livre Interações na Virada Cultural, no Teatro Municipal de Uberlândia. A ação integra a programação da Virada Cultural, em parceria com a produtora Viva Eventos e Cultura, e contará com apresentações de grupos locais.
No dia 16 de julho, o festival realiza a Tarde Dançante, Ritmos da Vida, em parceria com o London Pub e a APAE. A ação será voltada aos alunos da instituição e faz parte da proposta de estimular iniciativas independentes ligadas à dança durante o mês do festival.
Também no dia 23 de julho, acontece o Palco Livre Saúde, com intervenções no Hospital de Clínicas da UFU. A proposta é levar apresentações artísticas a pessoas que não podem se deslocar até teatros e outros espaços culturais.
Artistas convidados ocupam o Teatro Municipal, o pátio externo e o Grupontapé
A programação de artistas convidados começa no dia 24 de julho, com a intervenção “GuiGui”, do artista pernambucano João Rafael. A apresentação será realizada no pátio externo do Teatro Municipal e utiliza uma bicicleta BMX como elemento central da performance, em diálogo com o uso cotidiano do espaço.
No dia 25 de julho, o pátio do Teatro Municipal recebe o espetáculo “Contenção”, do grupo 3 em Cena, de Goiânia. A obra será apresentada dentro de um container de carga transformado em palco e tem direção e dramaturgia de Rafael Guarato e Marco Antonio Garcia, ambos naturais de Uberlândia.
Encerrando a programação de convidados, o espetáculo “Angelina”, de Rosa Antuña, será apresentado nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto, no teatro da Escola Livre do Grupontapé de Teatro, localizado na Rua Tupaciguara, 471, no bairro Aparecida. O solo une dança e teatro a partir do universo do palhaço e é criado e interpretado pela artista residente em Belo Horizonte.
No dia 1º de agosto, o Festival também realiza, como evento parceiro, a Batalha de Breaking Kids, no Beco do Planalto. A atividade será voltada a crianças e adolescentes de 8 a 14 anos e contará com b-boys, b-girls, DJ e MCs.
Vanilton Lakka explica que a escolha dos convidados deste ano busca apresentar ao público e aos profissionais da dança local diferentes perspectivas de criação, ocupação e linguagem. “A escolha dos convidados partiu da intenção de apresentar ao público e aos profissionais da dança local diferentes perspectivas e possibilidades da linguagem da dança. ‘Contenção’ tem como ponto de partida o breaking e utiliza um contêiner como palco para sua apresentação. ‘GuiGui’ realiza uma performance que combina técnicas de BMX no pátio do Teatro Municipal, espaço que também acolhe práticas sobre rodas, como skate e patins. Já ‘Angelina’, de Rosa Antuña, articula dança, teatro e técnicas de palhaçaria em sua proposta artística. São trabalhos que dialogam com diferentes espaços, corpos e formas de relação com a cidade”, finaliza Lakka.
Serviço
32º Festival de Dança do Triângulo
Tema: Conexão, Redes e Interações
Período: 11 de julho a 2 de agosto de 2026
Locais: Teatro Municipal de Uberlândia, Sesc Uberlândia, London Pub, Hospital de Clínicas da UFU, Escola Livre do Grupontapé de Teatro e Beco do Planalto
Entrada: programação com atividades gratuitas e oficinas mediante inscrição no valor de R$ 20
Mostras no Teatro Municipal: entrada gratuita mediante apresentação de 1 kg de alimento não perecível
Realização: Associação dos Profissionais da Dança de Uberlândia, APDU
