Jornalista e historiador dedicou seis décadas à memória uberlandense; Prefeitura decreta luto oficial de três dias.
Uberlândia acordou mais silenciosa nesta terça-feira (5). Morreu, aos 91 anos, Antônio Pereira da Silva. Jornalista, historiador e guardião incansável da memória da cidade, ele dedicou a vida a contar as histórias que formaram Uberlândia.
Durante mais de seis décadas, Antônio Pereira acompanhou cada passo do crescimento do município com rigor, sensibilidade e profundo respeito pelos fatos. Seu trabalho foi além do jornalismo. Virou patrimônio cultural, eternizando personagens, lugares e momentos que definem a identidade uberlandense.
Mais do que registrar acontecimentos, ele reuniu documentos, pesquisas e depoimentos que hoje são base para estudos e mantêm viva a memória da cidade. A atuação dele foi decisiva para valorizar o patrimônio histórico e despertar em novas gerações o interesse pela história local.
Na imprensa, construiu uma trajetória pautada por ética, seriedade e compromisso com a verdade. Passou por veículos tradicionais, como o jornal Correio de Uberlândia, onde se consolidou como colunista e formador de opinião. Sempre teve o leitor como prioridade e a responsabilidade como norte.
Maçom emérito, era respeitado pela conduta íntegra e pela discrição. Para familiares, amigos e colegas de profissão, fica a imagem de um homem dedicado, apaixonado por Uberlândia e comprometido até o fim com a preservação de sua história.
A Prefeitura decretou luto oficial de três dias. Em nota, ressaltou a relevância do legado de Antônio Pereira para a cultura e a identidade do município e prestou solidariedade aos familiares e amigos.
O velório começou na tarde desta terça-feira (5), às 14h30, na Loja Maçônica Luz e Caridade, na Avenida Cesário Alvim, 606, Centro. O sepultamento será nesta quarta-feira (6), às 9h30, no Cemitério São Pedro. A causa da morte não foi divulgada.
Por Wellington Lopes.
Crédito das imagens: Arquivo.