Ação conjunta do Ministério Público e Polícia Civil desarticula organização criminosa com atuação nacional e movimentação de R$ 15 milhões
Uma operação conjunta entre o Ministério Público de Minas Gerais, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Araguari, e a Polícia Civil, representada pela 4ª Delegacia Regional de Araguari, desarticulou nesta quinta-feira (13) uma organização criminosa com ramificações em diversos estados brasileiros. A ação, que marca a segunda fase da chamada Operação Camarilha, teve como alvos influenciadores digitais e empresários envolvidos em crimes como estelionato, lavagem de dinheiro, contravenção penal de jogo de azar e delitos contra a economia popular.
De acordo com as informações da Polícia Civil de Minas Gerais, as investigações apontam que o grupo operava um esquema de rifas ilegais disfarçadas de ações filantrópicas. Com autorização da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), uma empresa de capitalização com sede em Porto Alegre comercializava títulos da modalidade filantrópica premiável. No entanto, os recursos arrecadados eram desviados para beneficiar os próprios operadores do esquema.
Segundo o Ministério Público, a fraude envolvia a obrigatoriedade de contratação de influenciadores e empresas intermediárias pelas entidades filantrópicas que supostamente seriam beneficiadas com os títulos. Uma dessas entidades, com sede em Brasília, chegou a devolver 65% dos valores recebidos aos influenciadores e 20% a uma das empresas envolvidas, ficando com apenas 5% do montante arrecadado.
O grupo criminoso atuava com ramificações nas cidades de Araguari (MG), Brasília (DF), Praia Grande (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). As investigações tiveram início em abril de 2023, com foco inicial em crimes de falsidade ideológica e jogos de azar, e se intensificaram ao longo de dois anos, resultando na deflagração desta nova fase da operação.
Segundo a PC MG, o esquema movimentou aproximadamente R$ 15 milhões entre setembro de 2023 e abril de 2025. A Operação Camarilha também é objeto de investigação no âmbito da CPI das BETS, conduzida pelo Senado Federal.
Até o momento, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e apreendidos dez veículos automotores. Participaram da operação um promotor de Justiça, três delegados, onze investigadores e dois escrivães da Polícia Civil.
As informações foram confirmadas por meio de nota conjunta assinada pelo promotor André Luis Alves de Melo e pelo delegado Rodrigo Luis Fiorindo Faria.
Informações: polícia Civil/MG
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