Operação da Polícia Federal em Uberlândia deixou moradores apreensivos
Denominada “Scutum” que significa “escudo” em latim representa proteção contra criminosos
Uberlândia, situada no Triângulo Mineiro, na rota de comercialização de armas de fogo oriundas do Paraguai. Pelo menos esta é uma das linhas de investigações da Polícia Federal, mas ainda tem muita “água” para passar debaixo da ponte. Um detalhe, não são quaisquer armas, mas as de longo alcance e alta potência. Na manhã desta quarta-feira (23), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação “Scutum”. Entretanto a operação aconteceu de forma simultânea, com os cumprimentos de mandados de Prisão Preventiva (seis) e de Busca e Apreensão (cinco) não apenas em Uberlândia, mas na capital de Goiás e na cidade de Campo Alegre. De acordo com o comando da PF, é de extrema importância desmontar/desarticular o grupo de pessoas criminosas que se especializaram em ações no setor do tráfico internacional e comércio de armas de fogo com “poder” altamente letal. Segundo as investigações, o esquema articulado funcionava usando estes locais como o “ponto de venda/recebimento” das mercadorias. A partir disso, as armas eram revendidas para grupos e/ou criminosos de outras regiões e estados, como, por exemplo, no nordeste (Bahia), a “cidade maravilhosa” (Rio de Janeiro). Desta forma, a priori, não levantaria suspeitas e o grupo ampliava suas conexões e atividades vis. No caso de Uberlândia, a PF cumpriu três mandados de Prisão e Busca e Apreensão. A cidade estava no “roteiro” como base operacional da quadrilha, além de sua localidade ser estratégica geograficamente, para todos os estados brasileiros. O grupo, segundo as investigações, movimentava um arsenal de grosso calibre, incluindo armas de uso restrito, cujo comércio é proibido no país.
Por Cássia Bomfim
Imagens: Polícia Federal/MG
