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NASTÁCIA PREMIADO ESPETÁCULO PELA PRIMEIRA VEZ EM UBERLÂNDIA

Posted on 22 de agosto de 2022

Aclamada pela crítica e público, a montagem retrata a violência e o abuso contra a mulher, ao encenar o episódioque constitui uma das páginas mais notáveis da literatura universal:  a compra de Nastácia Filíppovna – a mais genuinamente trágica e encantadora de todas as heroínas de Dostoiévski. Montagem contemporânea do clássico “O Idiota”, de Fiódor Dostoiévski, reúne artistas como Chico Pelúcio, Flávia Pyramo, Lenine Martins, Miwa Yanagizawa, Pedro Brício, Ronaldo Fraga e Cao Guimarães. O espetáculo retorna após três anos longe dos palcos em virtude da pandemia, para circulação por quatro cidades mineiras. Apresentação em Uberlândia será nos dias 27 e 28 de agosto, no Ponto dos Truões, com entrada franca (mediante retirada de ingresso no site www.sympla.com.br ou na bilheteria do teatro).

 

Com direção de Miwa Yanagizawa e dramaturgia de Pedro Brício, o espetáculo une teatro e videoarte para contar a história de uma das mais instigantes personagens femininas da literatura universal. Para Flávia Pyramo, idealizadora do projeto e intérprete de Nastácia, a personagem é um exemplo de mulher que transformou fragilidade em força, que lutou por sua dignidade com muita coragem, mesmo vivendo um turbilhão interno e uma violência terrível. “Interpretar Nastácia é conviver com um coração disparado e olhos alagados. Toda vez que sou atravessada pelo pensamento de reencontrá-la, uma alegria extasiante vibra em todo canto do meu corpo, mas junto vem a dor de um estômago apertado, pois sei que contarei essa história olhando nos olhos de muitas protagonistas dessa tragédia real que é a violência contra a mulher”, afirma.

 

Nastácia fez estreia em agosto de 2019, em Belo Horizonte, com apresentações também no Rio de Janeiro, conquistando o Prêmio Shell (RJ) de Melhor Direção, o Prêmio APTR de Melhor Direção e o Prêmio APTR de Melhor Cenário, além de trinta e quatro indicações aos principais prêmios do país. Considerado pelo jornal O Globo um dos melhores espetáculos daquele ano, Nastácia recebeu três indicações ao Prêmio Shell do Rio de Janeiro – colocando a peça na liderança de indicações ao prêmio em 2019 –; seis indicações ao Prêmio APTR; cinco ao Prêmio Cesgranrio; oito ao Prêmio Botequim Cultural; seis ao Prêmio Copasa-Sinparc e seis ao Prêmio Cenym. Flávia Pyramo comenta que sabia da força da personagem e da potência da equipe da peça, mas não imaginava tamanho sucesso. “Nastácia é enorme! Dostoiévski é gigante! Mas eu estava mergulhada naquele universo, totalmente. Então, foi somente quando acabou, quando eu saí daquela imersão, que compreendi, de verdade, porque a obra foi criada. Quando olho para trás, fico impressionada com tudo o que aconteceu. Eu não tinha ideia da real dimensão desse trabalho. Às vezes penso: nossa, que coisa mais linda, e eu estava lá, no meio disso tudo!”, comemora a atriz. 

 

Após a temporada no Rio de Janeiro, a circulação do espetáculo precisou ser interrompida em virtude da pandemia. Com patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o retorno aos palcos contempla a circulação por quatro cidades mineiras – São João Del-Rei, Uberlândia, Ipatinga e Belo Horizonte –, motivo de entusiasmo e comemoração para o elenco. “Voltar para o teatro depois de tudo o que vivemos coletivamente com a pandemia, sofrendo ainda a desvalorização da cultura e a descredibilização dos artistas no Brasil, é uma oportunidade de corroborar a relevância da função artística, além de avolumar o grito contra toda forma de opressão que a peça traz e que o momento exige”, diz Flávia Pyramo. Para Chico Pelúcio, “retornar com Nastácia é a sensação de preservar, de resiliência, de termos passado pelo isolamento, sobrevivido à pandemia. É estarmos dizendo para o público que estamos vivos, com esperança e poesia.”

 

Os artistas por trás de Nastácia são um destaque à parte. O atual elenco é formado por Chico Pelúcio (Totski), Flávia Pyramo (Nastácia) e Lenine Martins, substituindo o ator Odilon Esteves na interpretação de Gánia. A direção da peça é de Miwa Yanagizawa, e a dramaturgia de Pedro Brício. A consultoria teórica é de Paulo Bezerra, principal tradutor da obra de Dostoiévksi para o português, e Flávio Ricardo Vassoler; a direção de arte (cenário e figurino) é de Ronaldo Fraga; videoarte de Cao Guimarães; luz de Chico Pelúcio e Rodrigo Marçal; trilha sonora de Gabriel Lisboa e direção de movimento de Tuca Pinheiro. Flávia sublinha que o novo integrante da equipe, Lenine Martins, traz muito talento e uma forte presença cênica para o espetáculo. “Conheci o seu trabalho por meio de uma prima, também atriz, que me enviou o flyer de um solo, recomendando não o perder em cena: “Dos melhores que temos em BH”, disse ela. Assisti e adorei. Quando veio a informação de que o Odilon (que amamos!) não poderia participar desta temporada, pois estaria gravando no Rio no mesmo período, lembrei daquele ator que me deixou uma impressão instigante. O Lenine aceitou o convite e quando as pessoas souberam que ele faria o Gánia, os comentários foram os melhores e ainda mais animadores. O Odilon mesmo me escreveu: “Uau! O Lenine é referência para todos nós. Vai ser maravilhoso!”. Portanto, posso dizer que estou ansiosa para entrar em cena com ele”, diz a atriz.

 

Chico Pelúcio completa que Lenine Martins é um ator experiente e que a sua chegada nesta temporada traz renovação do espetáculo. “O Lenine tem vigor no palco e muita inteligência cênica. Com ele, vamos descobrir novas formas para Nastácia, além das descobertas maravilhosas que tivemos com o Odilon”, afirma.

 

Além da chegada de Lenine Martins ao elenco, Nastáciaretorna à cena com novas espacialidades. “A festa não acontecerá na sala da casa de Nastácia, mas em um Teatro armado por ela, no estilo “Hamlet” (spoiler)”, brinca Flávia Pyramo, que finaliza com um alerta. “Mas a pior ‘novidade’ existe há séculos e foi divulgada pelo Ministério Público de Minas: diagnóstico revela que 90% das vítimas de feminicídio em Minas Gerais entre 2019 e 2021 não possuíam medida protetiva.”

 

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