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Tailândia

Posted on 27 de fevereiro de 2022

Caso Mary Hellen

Mãe da jovem volta para o hospital e o advogado que está à frente desse caso acredita que ela voltará para casa

Final da tarde de sexta-feira (25), conversei com a estudante de enfermagem, Mariana Coelho, 27 anos, irmã de Mary Hellen Coelho Silva, presa no Aeroporto de Bangkok, capital da Tailândia, no início de fevereiro. Ela e mais dois homens, de 24 e 27 anos, segundo a denúncia, foram acusados de tráfico internacional de drogas. Nas bagagens, ao todo, quase 20 quilos de cocaína descobertos pelos detectores.

Por telefone, Mariana, que também é mãe, casada há 12 anos, está emocionalmente desgastada e a primeira coisa que falou foi sobre a internação de Telma, a mãe. Educada, porém, um pouco temerosa, a futura enfermeira, deixou claro que, apesar da irmã ter morado com ela, não ficava vigiando a Mary Hellen, nem tampouco suas amizades ou relacionamentos.

Preguntei sobre a viagem à Curitiba, sobre passaporte, sobre as redes sociais da irmã, criticadas por algumas postagens “pesadas” e comentários bizarros, além de aparecer fazendo uso de substância entorpecente. Do outro lado da linha, silêncio, suspiro e algumas incógnitas. Mariana “não abriu” muito a guarda, mas fez questão de enfatizar: eu não tenho como ficar vigiando as atitudes ou qualquer coisa da minha irmã. Eu trabalho, estudo, tenho filhos e marido, não dá. Só sei que minha mãe ficou pior de saúde com tudo isso, mas as pessoas não querem nem saber como nós estamos, nossa saúde mental, nossa vida…é só bombardeio de notícias ruins”, desabafou.

É evidente que muitas coisas não foram, nem serão mencionadas, até porque as leis nos países asiáticos são bem diferentes. A irmã acredita que ainda haverá uma saída para Mary Hellen. Ela não falou muito, mas nossa conversa terminou com uma esperança, por parte da estudante de enfermagem: “Fé, é o que nos move. Estou otimista, tenho de estar porque todo mundo, inclusive meus filhos estão sofrendo, sem terem nada com isso”.

Retorno ao Brasil

As perguntas que não querem calar: Mary Hellen pode ser condenada à prisão perpétua, à pena de morte ou ser extraditada?

Não adianta “quererem inventar a roda” ou “dar jeitinho” – A Tailândia não é o Brasil. Neste caso específico de tráfico de drogas, flagrante, mais de 15 quilos, a Lei tailandesa prevê penas que variam de 10 a 20 anos de detenção (sem favorecimentos), prisão perpétua e até pena de morte. Alguns especialistas dizem que dependendo da interpretação do juiz, será dada a sentença. Tudo isso também tem alguns pormenores que precisam ser considerados: tipo de entorpecente, quantidade, situação da apreensão, etc.

Por exemplo, a legislação da Tailândia classifica a heroína como narcótico perigoso, sendo categoria 1 (mais rígida a punição) – crime capital. Para se ter uma ideia, na Tailândia, no ano passado (de acordo com vários estudos internacionais), tinha mais de 150 pessoas condenadas à morte por tráfico de drogas. Estavam no corredor, aguardando a data da execução determinada pela Justiça.

Existem algumas controvérsias entre os “doutores da Lei” sobre o assunto. Talvez na tentativa de encontrar “brechas” ou até mesmo tentando ser os “salvadores da pátria” (brasileira, obviamente), mas o que existe de concreto? Nada – a não ser o que o juiz tailandês irá decidir. Obviamente que daqui do Brasil, muitos advogados, inclusive com equipes excepcionais se manifestam, dizem muitas coisas, mas não é permitido advogar para a Mary Hellen e aí?

Procuramos o renomado advogado Telemaco

Marrace, de Blumenau-SC, que estaria à frente de uma verdadeira empreitada jurídica para defender Mary Hellen. Ele acredita sim que a jovem de Pouso Alegre, sul de Minas Gerais, voltará ao seio da família, mas depois de cumprir pena. Segundo ele a jovem foi “usada” (mula), não tinha conhecimento do que estava carregando na bagagem.

Marrace, está encabeçando toda a defesa da Mary Hellen, através do pedido da irmã Mariana, embora ele esteja em Blumenau-SC. Telemaco explicou que fizeram uma divisão de tarefas para facilitar o trabalho de todos. “É importante salientar que nós, advogados brasileiros, não podemos promover a defesa naquele país, mas podemos e estamos criando estratégias, linhas de defesa, para o caso”, explicou. Telemaco fez questão de ressaltar a vasta experiência que adquiriu ao longo da carreira, inclusive com defesas semelhantes à uma mulher acusada de tráfico na Europa, em 2016 e outra situação em 2019. “Além disso, tenho um amigo, também advogado, que reside na Tailândia há mais de três anos e está trabalhando neste caso e estamos juntos”, salientou ele.

Quanto as penas severas no país, o advogado disse que no caso da Mary Hellen, a Lei Tailandesa sofreu várias alterações que precisamos considerar. Quanto ao produto contido na mala, se era do conhecimento dela ou não, o advogado disse que será discutido depois, no corpo do processo. “No caso da cocaína, na Tailândia, ela se enquadra no grupo (2), ou seja tem uma lei específica para psicotrópicos e outra para narcóticos.

No grupo 2, segundo o advogado, não há pena de morte, mas talvez sim, prisão perpétua, mas no caso dela, pela quantidade, creio que não se enquadre. Ela estava com outra pessoa e a terceira, que é um homem de Apucarana, nem sei se, de fato, estavam juntos e se eles se conheciam…”, disse ele.

Enfim, ele acredita mesmo que exista a possibilidade dela, Mary Hellen, pegar entre 5 a 20 anos, mas ela “se enquadraria” em 5 anos e retornará ao seio da família no Brasil.

Em síntese, para a defesa, a jovem de Pouso Alegre, se encaixa no padrão “Angel Fish”, (anjo pescador), que na concepção de Telemaco, acontece assim: homens, chamados “príncipes” se promovem como tal e convidam as meninas para viagens fantásticas, mas depois de caírem na armadilha, as consequências são desastrosas. “Sorte que não foram para a Indonésia, lá não existe meio termo. Creio sim que este grupo de advogados e o defensor na Tailândia fará o melhor e em breve Mary Hellen estará em casa”, finalizou. Quanto as custas de todo este processo, bem, nem houve questionamento a respeito.

O Brasil e a Tailândia não possuem tratado de extradição. É certo que, pelo princípio da reciprocidade, a Tailândia já extraditou um cidadão estrangeiro para ser submetido à Justiça brasileira por crime cometido no Brasil contra cidadão brasileiro, há cerca de 03 ou 04 anos) – Recentemente, o caso do jogador Robinho, fora do Brasil…

Só para se ter uma ideia: Matéria do UOL – 26/020/22 – Caso Robinho – País europeu…

A liberdade de Robinho no Brasil pode estar ameaçada. Se até agora as chances de ele cumprir os nove anos de prisão por estupro em grupo pelo qual foi condenado na Itália pareciam ser remotas, visto que o jogador vive no Brasil e o país não extradita seus cidadãos, uma recente decisão do Ministério da Justiça brasileiro abriu uma brecha que pode culminar em detenção para o ex-atacante.

Quem é Mary Hellen?

Uma jovem de 22 anos, segundo a imprensa, ela possuía um sonho de estudar, trabalhar com a irmã, tirar carteira, mas e aí?! A jovem é de origem simples. Tem mais irmãos, inclusive menores. A mãe, Telma, com menos de 50 anos, segundo uma amiga da família que ajuda cuidar dela, está com sérios problemas de saúde. No início deste mês Mary Hellen abandona o emprego e viaja para Curitiba. Muitas conversas e opiniões são dadas e faladas, mas alguns questionamentos ainda estão sem respostas concretas: Será que ela, no sonho de se ganhar dinheiro rápido e “fácil”, já havia premeditado tal aventura, achando que não seria pega? A jovem conhecia os outros dois rapazes? Será que tentaram arriscar fazendo a famosa “roleta russa”, desafiando Leis tailandesas ou a eles mesmos? Alguém teria denunciado os três? Na gravação do telefonema dela à família, no dia em que “a casa caiu”, ela parecia bem segura no início, depois desabou, mas já indicou um advogado, “Dr Edson”, inclusive deixando claro que era para ele tentar trazê-la de volta ao Brasil para responder….Responder o que? Se existe a primícia de que ela foi enganada!? Lamentavelmente, é um caso muito difícil, porém, muitas pessoas acreditam que este seria o melhor caminho no combate ao tráfico de drogas.

Repercussão

Nas redes sociais, o assunto já tomou grandes proporções, em especial pelo fato da jovem Mary estar sempre aparecendo como “tchutchuca”, fazendo uso de drogas, postando opiniões ousadas, críticas com sugestões homicidas, posturas bem afrontosas às leis e aos costumes no país que hoje ela “implora” para acolhê-la – Brasil. Alguns comentários nas redes sociais dela e de terceiros, a jovem “sobe” o tom, fica mais agressiva, mais rebelde. Entretanto, como vivemos em um país livre, onde você expressa sua opinião, participa, posta, compartilha, também deve estar aberto às críticas, fala e opina positivamente ou não quem quer. Agora, em se tratando de jurisprudência (conjunto das decisões, aplicações e interpretações das leis) para cada caso e país, compete a Justiça dos mesmos. Aqui estamos narrando os fatos e compartilhando opiniões de profissionais das áreas competentes, mas quanto ao certo e errado, deixamos para quem é de direito julgar e/ou condenar. Quanto à família da jovem de Pouso Alegre, Mary Hellen, quem puder, quiser e tiver condições, ofereça apoio emocional, material, Os membros da família já estão pagando um preço alto, acreditamos que eles não podem ser responsabilizados diretamente por ações de uma pessoa imputável legalmente, maior de idade. Creio que “jogar a última pá de cal”, não seja a melhor solução. Fazer valer o papel, que à cada um compete, com todas as consequências boas ou não pode sim ser o que é ético, correto e justo.

Jornalista Cássia Bomfim

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