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Teste do Pezinho será ampliado pelo SUS e poderá identificar anticorpos da Covid-19

Posted on 4 de junho de 2021

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O teste que avalia seis doenças congênitas, passará a investigar mais de 50. Outra importante novidade destaca o tema neste 6 de junho, Dia Nacional do Teste do Pezinho. UFMG realiza estudo que já identifica anticorpos para Covid-19 em bebês através do exame

Nome popular para a triagem neonatal, o teste do pezinho é feito a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido para a identificação precoce de doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que, quando tratadas precocemente, possibilitam o desenvolvimento físico e mental adequado às crianças. O exame é tão importante que tem uma data para ser lembrado, o Dia Nacional do Teste do Pezinho, em 6 de junho.

O teste completa 45 anos no Brasil em 2021 e traz duas novidades, a conquista da ampliação das doenças detectadas no exame gratuito disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e uma pesquisa em andamento feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre o resultado do teste em bebês que já nasceram com anticorpos para a Covid-19 após as mães terem sido infectadas pelo coronavírus durante a gestação.

A pediatra Evelyn da Cunha Rabelo (CRM 18969), que atende na Clínica Bela Infância, localizada no Órion Complex, em Goiânia, explica a importância do estudo mineiro. “Quando identificamos a presença de anticorpos em bebês podemos avaliar a real necessidade da vacinação em gestantes, conforme já estabelecido, visando a queda de partos prematuros e complicações gestacionais; prevenção do desenvolvimento da doença na forma grave em bebês e do seguimento das sequelas nos primeiros anos de vida, caso hajam”.

Resultados preliminares da pesquisa da UFMG mostram que a maioria das mães que se infectaram pelo Sars-Cov-2, durante a gestação, passou os anticorpos para os bebês por meio da transferência placentária. A análise é feita através da mesma gota de sangue no papel filtro coletada para o teste do pezinho. Dessa forma, os bebês não passam por nenhum procedimento diferente do habitual. Até o momento foram testadas 506 mães e em 71 casos os anticorpos foram detectados. A meta é testar 4 mil mães. O estudo também quer descobrir quanto tempo dura essa imunidade. Os bebês que apresentarem anticorpos serão monitorados por dois anos para verificar se eles terão algum comprometimento no desenvolvimento.

Teste ampliado

Foi sancionada no final de maio a lei que amplia o número de doenças rastreadas pelo teste do pezinho feito pelo SUS, o que antes era possível apenas em testes ampliados disponíveis na rede particular. “A Sociedade Brasileira de Pediatria é totalmente favorável à ampliação do teste do pezinho. O estudo passará de seis para mais de 50 doenças congênitas que são graves na infância e que seu diagnóstico precoce aumenta a sobrevida, a qualidade de vida e saúde das crianças acometidas”, destaca a pediatra Evelyn Rabelo.

As seis doenças abrangidas atualmente são: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. Com a nova lei, o exame passará a abranger 14 grupos de doenças, que podem identificar até 53 tipos diferentes de enfermidades e condições especiais de saúde. Ela entra em vigor um ano depois de ser publicada, ou seja, a partir de maio de 2022. O processo de ampliação do teste será feito de forma escalonada. O Ministério da Saúde tem até quatro anos para concluir a ampliação do exame.

A coleta de sangue deverá ser feita, preferencialmente, entre o 3° e o 5° dia de vida e sempre após 48 horas da primeira amamentação/alimentação do recém-nascido. Não há impedimento para as crianças que passarem do prazo indicado. “O teste do pezinho deve ser realizado até 28 dias de vida do bebê. É extremamente necessário diagnosticar precocemente doenças que causam altos índices de adoecimento e mortalidade. Caso haja diagnóstico e tratamento precoces dessas doenças congênitas reduzimos drasticamente sua evolução negativa. Além disso, ajuda as famílias a serem triadas em aconselhamentos genéticos para que saibam as possibilidades de ter novos filhos com a mesma doença e assim possam evitá-las”, salienta Evelyn Rabelo.

Fonte: COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

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