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Por que o pré-natal é tão importante?

Posted on 17 de agosto de 2020

A gestação é um período de mudanças em todo o organismo da mulher. É muito importante o acompanhamento médico nessa fase, pois intercorrências e patologias podem surgir e comprometer o bem-estar tanto da mãe quanto do bebê. Conforme indicações do Ministério da Saúde é preciso fazer, no mínimo, seis consultas de acompanhamento pré-natal. “Problemas com elevado potencial de agravamento na gestação são: pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e infecção urinária. O pré-natal irá contribuir para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado”, afirma a obstetra e ginecologista do Hospital Santa Clara, Silvia Helena Caires.

Pré-eclâmpsia

O aumento da pressão arterial associado a outras alterações em órgãos como rins e fígado, caracterizam a pré-eclâmpsia. É mais comum nos últimos dois meses da gravidez, mas pode surgir em qualquer momento a partir de 20 semanas. “É a principal causa de morte materna, por isso, a prevenção inicia na primeira consulta, analisando a história familiar e o estilo de vida da gestante, além da aferição da pressão em todas as consultas”, explica a ginecologista.

Diabetes gestacional

A hiperglicemia (elevação da glicose) que inicia ou é diagnosticada na gravidez, configura o diabetes gestacional. Pode ser diagnosticada no primeiro trimestre, mas em geral, se desenvolve a partir de 24 semanas e o diagnóstico é feito pela realização do TTGO 75g (teste de tolerância à glicose). Os fatores de risco são: idade, obesidade ou sobrepeso, síndrome de ovários policísticos, histórico familiar de diabetes, hipertensão na gestação e gestação múltipla. “O aconselhamento nutricional e adequações no estilo de vida logo no início da gestação são importantes para evitar o desenvolvimento dessa condição”, relata a especialista.

Infecção Urinária

A infecção do trato urinário, que compreende bexiga e rins, é um problema comum na gestação devido a alterações anatômicas e fisiológicas que acontecem nesse período. O potencial de complicação é mais alto do que na mulher não grávida, podendo levar a abortamento, trabalho de parto prematuro e sepse materna. “É importante realizar rotineiramente exame de urina, mesmo na ausência de sintomas, pois a bacteriúria assintomática deve ser tratada imediatamente na gestação para que sejam evitadas complicações” reforça a médica.

O pré-natal constitui um grande avanço na assistência à gestante. É um dos principais recursos para a redução da mortalidade materna e perinatal e sua qualidade pode definir a segurança da gestação. “A gestação é um período de grandes transformações físicas e emocionais, viva essa experiência com alegria, interesse e confiança, acompanhada por profissionais qualificados”, finaliza nossa entrevistada, a obstetra e ginecologista Silvia Helena Caires.

Fonte: Kompleta Comunicação

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