Louise é uma fotógrafa que busca a simbiose dos corpos, uma experimentação artística que utiliza um tipo de máquina fotográfica artesanal conhecida com Pinhole. Ela espalha cartazes pela cidade convidando pessoas a se tornarem modelos de suas fotos e Tereza é uma jovem que se oferece para participar de uma sessão. Nesse encontro algo acontece e há um abalo na vida dessas personagens muito maior do que elas podem imaginar.
Essa é a sinopse de De vez em quando ardo, novo filme de Carlos Segundo. O curta-metragem foi produzido no ano passado em Uberlândia e viabilizado com recursos oriundos do Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Uberlândia – PMIC, contando também com a parceria da produtora francesa Les Valseurs, responsável por parte da finalização e pela distribuição da obra. A maioria dos profissionais envolvidos na produção é da cidade, com destaque para as ótimas atuações das atrizes Rubia Nascimento e Carla Luz.
De acordo com Carlos Segundo, o filme tem sua força tanto na condução realista do universo das personagens, quanto na proposta plástica, visual e sonora que desloca sensorialmente a obra. De vez em quando eu ardo é o terceiro filme de uma trilogia que Segundo chama de “trilogia do feminino”, que tem como conceito unificador a Santíssima Trindade – o pai, o filho e o espírito santo – e as diversas violências que esse universo historicamente impõe ao corpo feminino. Os outros dois primeiros filmes – Ainda sangro por dentro e Subcutâneo – ganharam o mundo, respectivamente em 2016 e 2018, sendo exibidos em diversos festivais internacionais, entre eles Clermont-Ferrand, festival francês, considerado o mais importante festival de curtas-metragens do mundo.
O lançamento do filme ocorrerá no 31º Festival Internacional de Cinema de Marseille, entre os dias 22 e 26 de julho. Será um dos primeiros festivais da França com a presença de público, pois em decorrência da pandemia muitos eventos desse tipo estavam sendo realizados no formato online via internet. A participação em Marseille será uma ótima porta de entrada do filme para os demais festivais.
O diretor possui uma expressiva presença em importantes festivais de cinema no Brasil e no exterior. O Sopro do Tempo, produtora dos realizadores Carlos Segundo e Cristiano Barbosa, sediada em Uberlândia desde 2009, já realizou 19 produções independentes, sendo 10 curtas de ficção, 10 curtas documentários, 4 longas documentários e um longa de ficção chamado FENDAS, lançado em 2019 nesse mesmo festival francês. A produtora também se prepara para realizar sua primeira série de ficção, que provavelmente será filmada na região em 2021. Em Uberlândia, em função das medidas de prevenção contra a COVID 19, o lançamento do curta De vez em quando eu ardo ainda não tem data para prevista.
Link do teaser – https://vimeo.com/425940264
Ficha técnica do filme
Curta metragem (duração: 15 min)
EQUIPE
Elenco: Rubia Nascimento, Carla Luz, Letícia Teixeira; Luísa Guimarães; Ricardo Augusto; George Thomas, Marta H. S. Rodrigues.
Carlos Segundo – roteiro e direção
Cristiano Barbosa, Justin Pechberty, Damien Megherbi – produção
Cauê Pereira – assistente direção
Roberta Rangel – assistente direção
Jérôme Bréau e Carlos Segundo – montagem
Caïque de Souza – étalonnage
Clovis Cunha – direção de fotografia
Alderico Lucas da Silva Junior – iluminação, maquinário, câmera
João Adolfo Pires Junior – eletricista
Marco Paraná – assistente produção, as. fotografia
Roberto Chacur – consultoria de fotografia e still pinhole
Júlio Andreo – Still
Nara Sbreebow – direção de arte
Sofia Benetti – figurino
Thaminy Cury – maquiagem
Leo Bortolin – edição e desenho de som
Vitor Moraes – Foley Artist (Artista de Foley)
Vitor Coroa – Foley Editor (Editor de Foley)
Giovanna Duarte de Castro – som direto
Nelci José de Castro – som direto
Nemer José de Castro – som direto
Vincent Arnardi – mixage
Fonte: Talk Comunicação
