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Detentas do Presídio de Vespasiano manufaturam malas de viagem

Posted on 9 de janeiro de 2020

Projeto Portinari beneficia internas, servidores, empregador e sociedade; produtos estão disponíveis online e no comércio local

Viajar é o novo pretexto para que mineiros pratiquem o consumo socialmente responsável. Detentas do Presídio de Vespasiano, na região Central de Minas, têm atuado em uma confecção de malas de bordo e frasqueiras, da marca belo-horizontina Portinari, instalada em um galpão da unidade prisional. O projeto, que teve início em 26 de novembro de 2019, emprega 11 detentas atualmente. Dentre as tarefas desenvolvidas na linha de produção, estão montagem, colagem e costura.

Todas as peças – como revestimentos externos, forros, zíperes, rodas, puxadores – e instrumentos necessários para a manufatura são fornecidos pelo parceiro, que está satisfeito com a contratação. “Estou gostando dos serviços e os recomendo a outros empresários. Planejamos aumentar nossa produção em Vespasiano”, diz o proprietário, Zengui Zhou. Os produtos estão à venda no site da empresa, no Mercado Livre, nas Lojas Americanas e em diversos pontos comerciais de Belo Horizonte.

Os recursos gerados, por sua vez, são divididos entre o empregador, o presídio e as trabalhadoras. Elas podem sacar os fundos quando deixarem a prisão, no pecúlio, configurando-se como uma chance de sobrevivência imediata e até mesmo forma de investir em uma microempresa. Os dias trabalhados são ainda convertidos em remição de pena.

O maior benefício, no entanto, é para a sociedade: a ressocialização dessas pessoas, que podem sonhar com um futuro diferente. “É bem melhor estarmos trabalhando do que paradas na cela, o tempo passa voando. E para a gente que já aprendeu todo o processo, saímos daqui com uma experiência. Queremos chegar lá fora com serviço, e não com a cabeça no crime”, afirma a detenta Poliana Spindola.

Futuro melhor

A interna Maristela Gomes da Silva, que atua na fabricação dos itens, faz planos para o dinheiro que receberá pelos serviços prestados. “Estou com o pensamento de deixar o presídio e comprar um carrinho de cachorro quente para empreender. Quero mudar de vida, porque preciso cuidar do meu filho, que é especial”, conta.

O cotidiano dos agentes é igualmente facilitado pela ocupação do público carcerário. “O perfil da presa que trabalha é muito diferente das que não recebem essa oportunidade. Trabalhando, elas podem ajudar a família, sentem-se valorizadas e estimuladas, ficam mais tranquilas, não trazem problema e quase não adoecem”, relata a policial penal e gerente de produção, Idelzuita Malheiros.

Não à toa, os planos a médio prazo da diretora geral da unidade, Eliane Coelho, são ambiciosos: ter a maioria das internas em ocupações de trabalho. “Além da manufatura de malas, temos 37 mulheres trabalhando em prol da unidade, em serviços gerais, pequenos reparos elétricos e hidráulicos, limpeza e capina, e outras três cedidas ao Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade. Em 2020, estamos em articulação com vários parceiros, inclusive do artesanato, para o qual elas poderiam trabalhar dentro das celas, permitindo a atividade daquelas em regime provisório”, adianta.

De maneira semelhante, a diretora deseja encontrar uma parceria na área da alimentação, pois a unidade conta com uma infraestrutura na cozinha de qualidade, praticamente inutilizada até então, apesar de renovada e mantida por meio do trabalho das detentas. A população feminina foi transferida para a atual localidade em 16 de julho do ano passado.

Volta às aulas

Durante as últimas semanas de 2019, as detentas do Presídio de Vespasiano reformaram as salas de aula da unidade, que integram a Escola Estadual Herbert José de Souza. Os ambientes foram pintados, tiveram as carteiras trocadas e o piso de concreto raspado e limpo. As classes receberão novas lousas antes do início do ano letivo.

O local ganhou também uma biblioteca que, no momento, possui mais de cem livros. A maior parte do acervo foi arrecadada pela Defensoria Pública, junto à Livraria e Editora Scriptum. A leitura é um dos caminhos para a remição de penas e ressocialização dos indivíduos privados de liberdade.

Além disso, a mão de obra carcerária vem sendo empregada na restauração de todo o complexo. Um dos anexos está totalmente recuperado, e os demais pavilhões seguem em obras por esquema de revezamento.

Fonte: SESP – Assessoria de Comunicação

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