Uberlândia

UFU lança Painel de Informações Municipais 2018

Pesquisa realizada pelo CEPES aponta panorama de Uberlândia em temas relacionados à demografia, produto interno bruto, comércio internacional, emprego, saúde e inflação

Uberlândia acaba de completar 130 anos, momento propício para fazer uma reflexão sobre o posicionamento da cidade perante o cenário econômico e social atual. Foi considerando esse contexto que o Centro de Estudos, Pesquisas e Projeto Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (CEPES/UFU) lança a edição 2018 do Painel de Informações Municipais.

A publicação apresenta dados relacionados à demografia e economia, relacionando temáticas vinculadas ao comércio, empregabilidade, produção de bens e serviços, os recursos utilizados na área de saúde e índices de inflação. As informações são baseadas em publicações estatísticas oficiais. Alguns aspectos do estudo podem ser destacados em cada um temas e abre caminho para uma análise mais aprofundada sobre a situação de Uberlândia no cenário econômico e social. Clique e consulte o Painel de Informações Municipais 2018.

Destaques

Os dados relacionados à demografia apontam que a cidade ultrapassou a barreira dos 700 mil habitantes em 2018. Ainda sobre os dados populacionais, o aumento do número de pessoas com idades acima de 65 anos é destacado na pesquisa.

Na análise do Produto Interno Bruto (PIB), que considera o valor total da produção de bens e serviços, Uberlândia tem papel relevante no cenário estadual e brasileiro. Considerando somente as cidades mineiras, Uberlândia é a quarta colocada, em âmbito nacional a cidade ocupa a 26ª posição.

No comércio internacional, o município está entre os 20 que mais exportam. Em 2017, Uberlândia arrecadou US$ 415,98 milhões em exportações. Vale ressaltar que a soja responde por quase metade deste valor (47,12%). A China é o principal país parceiro.

Na empregabilidade o cenário da cidade acompanha o quadro geral de crise no país. Entre 2014 e 2016, o número de empregados diminuiu em 10 mil. Em 2014, 219.454 trabalhadores estavam empregados. Dois anos depois este número passou a ser de 209.438.

Um outro tema abordado no estudo está relacionado aos investimentos no setor de saúde. Em 2002, o valor destinado ao setor representava 17,97% do orçamento municipal. Já em 2017, o índice chegou a 28,96%.

A publicação traz ainda um quadro geral do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) nos últimos seis anos e analisa o poder de compra do uberlandense. Segundo a pesquisa, em 2017, o Salário Mínimo Necessário (SMN) em Uberlândia era de R$ 3.003,05 (valor para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência).

O Painel de Informações Municipais é assinado pela equipe de economistas do Cepes/UFU:  Luiz Bertolucci Júnior, Ester William Ferreira, Henrique Ferreira de Souza, Alanna Santos de Oliveira, Carlos José Diniz, Rick Humberto Naves Galdino, Álvaro Fonseca e Silva Júnior, Carlos Henrique Cássia Fontes, Graciele de Fátima Sousa e  Pedro Henrique Martins Prado.

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