Uberlândia

Congresso em Uberlândia reúne durante uma semana pesquisadores negros de todo o País

Em sua décima edição, Copene ocorre de 12 a 17 de outubro e possui como tema central “Reexistência Intelectual Negra e Ancestral: 18 Anos de Enfrentamento”

Promovido pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN) e o Consórcio Nacional dos Núcleos de Estudos Afro-brasileiros (Conneabs), o X Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (Copene) começa nesta sexta-feira (12/10) e vai até a próxima quarta, dia 17. As atividades da noite de abertura serão realizadas na Casa Garcia – Av. Maria Silva Garcia, 402. Bairro Granja Marileusa – e o evento prossegue nos dias seguintes em vários pontos do Campus Santa Mônica – veja a programação completa.

A iniciativa de trazer o congresso para a UFU partiu da liderança dos professores Luciane Ribeiro Dias Gonçalves (lotada no Campus Pontal, em Ituiutaba) e Benjamin Xavier de Paula (do Campus Santa Mônica), sustentados por um arcabouço teórico-científico associado a mais de quatro décadas de experiência acadêmica e à atuação interativa com as entidades do movimento social negro uberlandense e da região do Triângulo Mineiro.

O tema central desta edição, “Reexistência Intelectual Negra e Ancestral: 18 Anos de Enfrentamento”, possui como foco a perspectiva da reexistência abordada por Ana Lúcia Silva Souza, em seu livro Letramentos de (Re) existência – Poesia, Grafite, Música, Dança: Hip-hop. Segundo a autora, nas diversas práticas culturais do movimento hip-hop ocorre um “letramento de reexistência”. Corroborando com essa visão, o termo “(re) existência” é adotado para enfatizar a singularidade, uma vez que se percebe que a intelectualidade negra tem criado novas formas de entender e realizar a pesquisa científica.

Paralelamente ao Copene, também será realizado o I Encontro Nacional de Gestores/as de Promoção da Igualdade Racial. Segundo os organizadores, este evento demonstra a institucionalização da pauta da igualdade racial, bem como ratifica os aspectos definidos pela Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), ao instituir a década de 2015-2024 como a Década do Afrodescendente, com vistas ao reconhecimento dos segmentos vulneráveis à promoção da justiça material e simbólica e à busca do desenvolvimento.

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Fonte: UFU