Segurança pública

Operação Plysimo mira tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nessa terça-feira (19/12), a operação Plysimo, que resultou na prisão do ex-presidente da Câmara Municipal de Ibirité, do ex-secretário municipal de Esportes, Lazer e Cultura, e de um assessor do prefeito do município, todos em cumprimento de mandado de prisão preventiva. Foram, ainda, cumpridos 21 mandados de busca e apreensão.
A ação foi desencadeada nas cidades de Ibirité, Contagem, São João del-Rei e Sete Lagoas. Foram apreendidos nove veículos, aparelhos celulares, duas armas de fogo, um colete balístico, e documentos.

As investigações, realizadas pela 2ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) pertencente ao Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), tiveram como objetivo o combate aos crimes de organizações criminosas, tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro.

Investigações

As apurações indicaram a existência de esquema interestadual de remessa de cocaína, com fluxo entre os estados de Rondônia e Minas Gerais, sendo identificada apreensões – durante o curso das investigações – que ultrapassaram 1,5 tonelada de cocaína. Para trânsito de recursos oriundos de tais atividades, os integrantes das organizações criminosas utilizavam “laranjas” – pessoas que atuam como intermediários, no intuito de ocultar o patrimônio ilícito de outras pessoas -, familiares, políticos (vereador e secretários municipais) e empresários, para o trânsito de recursos, registro formal de propriedade de imóveis e veículos automotores.

Segundo levantamentos, várias empresas foram constituídas para lavagem de dinheiro, principalmente no ramo de motéis e construção civil.

“A ação faz parte da estratégia de contenção e asfixia financeira de organizações criminosas que atuam em Minas Gerais, bem como neutralização de tentativas de influência na esfera pública”, afirmou o delegado Sérgio Andrade.

Em decorrência das investigações foram decretados o sequestro de sete bens imóveis; o bloqueio de R$ 24 milhões; e a indisponibilidade de 17 automóveis e de cotas societárias de empresas que funcionavam como mescla de recursos criminosos.

ASCOM-PCMG