Minas Gerais

Cemig divulga balanço da operação antigatos em Uberlândia

O mutirão de inspeções e cortes realizados pela Cemig, de 24 a 28 de junho, em Uberlândia, identificou 140 instalações com indícios de irregularidades, de um total de 529 inspeções realizadas. As instalações suspeitas tiveram o medidor substituído e o equipamento retirado foi enviado para análise em laboratório. Outras 3104 instalações tiveram o fornecimento de energia suspenso em função de inadimplência.

As inspeções e cortes realizado pela Cemig continuam acontecendo por toda a cidade como rotina diária das equipes de campo. Já os mutirões para corrigir ligações de energia com possíveis irregularidades, os populares “gatos”, e executar cortes no fornecimento de energia em função de inadimplência serão estendidos aos municípios da região nas próximas semanas.

Os alvos das inspeções em Uberlândia foram padarias, bares, restaurantes, distribuidoras de bebidas, postos de combustível, açougues e academias da cidade. Durante as inspeções, os equipamentos suspeitos de irregularidades são retirados e levados para perícia técnica no laboratório da Empresa.

Segundo o gerente de Medições de Energia e Combate às Perdas Comerciais da Cemig, Rafael Pimenta Filho, a concessionária tem um prejuízo anual de R$ 300 milhões com ligações irregulares e clandestinas. “Além de preservar a segurança da população e coibir esse tipo de crime, a diminuição das perdas decorrentes das ligações irregulares reflete diretamente na tarifa de energia, pois a energia furtada é considerada na composição da tarifa”, afirma.

Ainda de acordo com o gerente da Cemig, a tarifa dos consumidores mineiros poderia ser até 5% menor se não houvesse ligações irregulares e clandestinas. “O prejuízo é rateado entre a Cemig e os consumidores adimplentes, encarecendo a tarifa para aqueles que usam a energia de maneira honesta”, esclarece.

Conforme Rafael, se forem confirmadas as irregularidades, os infratores podem responder criminalmente, já que a intervenção é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e prevê multas e pena de um a oito anos de reclusão, além da obrigação de ressarcimento de toda a energia furtada e não faturada em até 36 meses, de forma retroativa. A prática também pode ocasionar acidentes fatais, além de incêndios e danos à rede elétrica.

“Além da sobrecarga na rede elétrica, as ligações irregulares podem causar graves acidentes e danos aos equipamentos elétricos e queda na qualidade da energia, devido às constantes interrupções no sistema elétrico provocadas pela sobrecarga gerada pelo consumo irregular. Vale lembrar, ainda, que várias ocorrências de rompimento de fios e queima de transformadores são registradas devido a essa prática criminosa”, afirmou Rafael.

“Acompanhamos o consumo dos mais de 8 milhões de clientes e, além de fazer a rotina diária de inspeções através dessas avaliações de consumo, fazemos inspeções rotineiras e mutirões em todos o estado. Temos encontrado muitas irregularidades e, ao corrigi-las, conseguimos preservar a receita da companhia”, destaca o gerente.

Centro Integrado de Medição

Outra ação adotada pela Companhia diz respeito à utilização de softwares de inteligência para seleção de alvos e o monitoramento à distância do consumo de grandes clientes. Por meio do Centro Integrado de Medição (CIM), é possível identificar instantaneamente qualquer anomalia no padrão de consumo de energia desses grandes clientes – aproximadamente 13 mil, que representam cerca de 45% do faturamento da Cemig – e enviar equipes de campo para regularização das fraudes.

Fonte: Cemig Imprensa Triângulo