Direitos: Pessoas com Deficiências e outros

UFU atende a estudantes com necessidades especiais

Ações de acolhida vão desde o ingresso até o término do curso

A formanda em Pedagogia Lorrane Stefane durante seu emocionante discurso na cerimônia de colação de grau

Encarar uma graduação em uma universidade federal já é um grande desafio, e numa condição delicada é ainda mais desafiador. Lorrane Stéfane Silva, 27 anos, concluiu o curso de Pedagogia recentemente e fez um emocionante discurso de agradecimento na cerimônia de colação de grau de sua turma. A aluna perdeu a visão durante a graduação devido a complicações de uma doença chamada ceratocone.

O Centro de Ensino, Pesquisa, Extensão e Atendimento em Educação Especial (Cepae) é o núcleo de acessibilidade da UFU e tem por função primordial atuar para propiciar as condições necessárias para o pleno acesso, participação e aprendizagem dos estudantes com deficiência ingressados na educação superior. Na UFU, o atendimento abrange servidores e discentes com deficiência, tendo os discentes a prioridade desse atendimento.

A estudante ingressou no curso de Pedagogia em 2015, quando, no segundo semestre, devido a complicações no olho, foi orientada pela coordenação do curso a procurar o Cepae depois de um longo período em regime especial. No começo, Lorrane era tímida e não aceitava muito bem o fato de ter a deficiência e chegou a evitar a ajuda do programa por querer fazer algumas atividades por conta própria:

“Eu queria fazer as coisas por mim mesma. A maioria dos professores não sabia que eu tinha problema na visão. Quando fui perdendo a visão, o pessoal da Cepae foi conversando comigo. Me ajudaram com uma vaga na clínica psicológica da UFU e isso me ajudou a aceitar.” conta a estudante.

Lorrane contou com o auxílio do centro, que é vinculado à Pró-reitoria de Graduação (Prograd) e coordenado pela professora Eliamar Godoi.

A respeito da atenção que as entidades acadêmicas voltam à educação especial, Eliamar ressalta o aumento do número de estudantes com deficiência ingressando na Universidade:

“O momento ainda é de movimentação no sentido de levar informações e orientações à comunidade UFU, uma vez que o ingresso desses estudantes tem se intensificado com a legislação de cotas. A cada processo seletivo que acontece, há registros de aumento substancial de matrículas de ingressantes com deficiência.” Dessa forma, o trabalho do Cepae tem se intensificado no sentido de conseguir continuar atendendo o público-alvo, afirma a coordenadora.

No centro, os discentes e servidores com deficiência podem contar com ações como adaptação de material didático, serviços de tradução e interpretação de Língua Brasileira de Sinais (Libras), orientações de atendimento, tecnologia assistiva, monitoria e transposição de textos escritos para áudios. Os serviços de acompanhamento curricular, orientação a docentes, técnicos e discentes para a acolhida do estudante com deficiência na sala de aula também estão disponíveis entre várias outras ações.

O Ceape conta, atualmente, com 16 pessoas em Uberlândia: a coordenadora, uma secretária, cinco estagiários e nove intérpretes de Libras. O atendimento abrange os campi de Uberlândia, Ituiutaba, Patos de Minas e Monte Carmelo. O Centro participa das ações de acolhida do discente com deficiência desde o seu ingresso até o término do curso.

“Essas ações demonstram que a UFU não foge à responsabilidade enquanto uma instituição educacional inclusiva. Estamos trabalhando para que todos que nos procuram tenham o melhor do nosso atendimento e acolhida. Ainda nos falta muito de recursos humanos, estruturais e financeiros, mas, com muita persistência, temos avançado muito com os recursos que possuímos.” afirma a coordenadora.

Aos que precisarem dos serviços do Cepae ou que tenham interesse em contribuir com projetos, monitorias e outras ações, basta entrar em contato com o centro na sala 140 – Bloco 1G.

Fonte: Comunica UFU

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