Cotidiano

Postando o contexto.

Autor: Jose Airton Oliveira

Um dia, desses por ai, alguém me questionou se o que escrevo é de verdade, ou apenas fantasias de poeta. Eu respondi que sim, a mais pura verdade, porém poderia nela ter fantasias, porque fantasiar colore os meus textos, mas que toda fantasia é uma verdade alegre. O que faço é por amor, falo da dor, do se opor, concordar, amar, também do mar, da lua, da minha rua, do meu lugar, do sonhar. Às vezes em textos longos, numa oração, um pedido de perdão, uma constatação, não tenho um padrão, sentimento no que faço e refaço. Claro, geralmente sou ignorado, nem sempre os que leem são os que estão ao meu lado, mas não me importa, porque eu tenho aberto minha porta para quem quiser adentrar meu coração. Agora cheguei numa constatação, quando eu morrer, tomara que não, mas que não seja um velório longo, se for que falem de mim, quem leu meus textos, porque nesse caso me conheceram de verdade. Quem não o fez, não terá o que contar, senão irá inventar. Então na minha escrita diária eu tenho minha percepção, alguns leem por obrigação, outros, os que me são mais próximos são pouquíssimos, porque não gostam de oração, não tem coração, simplesmente ignoram, preguiça, minha leitura não atiça, outros por cuidados, alguns preferem me ignorar, tem os que preferem não arriscar. Agradeço aos que tiram um tempo, bem pouco para me aturar. Então vim aqui foi pra confessar, podem acreditar no meu escrevinhar, essa é minha forma de acarinhar, coloco na escrita sentimentos, contos dos meus melhores momentos, que vem na minha inspiração, sempre coloco amor, paixão, falo de cores, não foco muito os horrores, não esqueço de Deus. Às vezes um pouco de erotismo, mas tudo dentro do padrão, para não macular o puritanismo. Também faço evocação, alusão e carrego em cada frase com verso minha paixão. Quem quiser saber de mim, basta perguntar, questione-me num repetente, ou num de repente, usando versos ou prosas, eu contarei minha realidade, tenho alegria, tristeza e saudade, sou de simplicidade, já fiz faculdade, não tenho vaidade, ambiciono o amor, minha maior riqueza é a felicidade minha e dos outros, perdi o egoísmo, adquiri o altruísmo, penso no próximo, gosto de um lugar de mato, sem nenhum desacato, onde eu me cato falando com os bichos, segredando com árvores, conversando com passarinhos. Quando estou triste não dou trabalho, procuro meu canto e logo me aninho. Sou assim, José, como contei, um Zé, sou qualquer, dependo do valor que me dão, essa é minha qualificação.

Imagem meramente ilustrativa.

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